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Câmara do Cartaxo recupera terrenos cedidos à Avipronto

Escritura de direito de reversão dos lotes foi assinada na semana passada. Empresa previa construir unidade industrial em Pontével que nunca se concretizou. Terrenos foram cedidos pelo município ao preço simbólico de um euro.

Edição de 29.11.2017 | Economia

A Câmara do Cartaxo já assinou a escritura de direito de reversão dos terrenos que a empresa Avipronto possuia na Zona de Actividades Económicas (ZAE) do Casal Branco, em Pontével, que tinham sido cedidos pelo município a preço simbólico. A informação foi avançada pelo vice-presidente do município, Fernando Amorim (PS), na última reunião de câmara, respondendo aos apelos do presidente da junta de freguesia para que haja desenvolvimento económico no Casal Branco. A decisão de reverter a posse dos terrenos já tinha sido aprovada em sessão camarária em Agosto deste ano.
Nessa altura, o presidente da câmara, Pedro Magalhães Ribeiro (PS), afirmou que os 20 lotes de terrenos entregues à Avipronto pelo valor simbólico de um euro deveriam regressar ao património do município. “Apesar da insistência e dos inúmeros contactos com a empresa, a Avipronto não mostrou qualquer iniciativa real para iniciar os trabalhos de infraestruturas a que está obrigada pelo protocolo assinado em 2007 com a autarquia”, esclareceu o autarca em Agosto de 2017.
Pedro Ribeiro referiu também que as expectativas criadas na altura, quer no que respeita ao investimento a fazer, quer aos postos de trabalho directos e indirectos a criar pela empresa, não se concretizaram. O autarca considerou que o facto de existirem três empresas com aspirações reais a instalar os seus negócios na ZAE do Casal Branco fazem deste o momento certo para exercer o direito de reversão sobre aqueles terrenos e desvincular o município de qualquer obrigação com a Avipronto. O presidente afirmou ainda que a reversão dos terrenos para a Câmara do Cartaxo permitirá a procura de soluções para o investimento nas infraestruturas comuns que são necessárias. “Uma das hipóteses em aberto é que a construção das infraestruturas possam ser uma contrapartida das empresas que ali se venham a instalar”, sublinhou.

Fábrica prometida ficou no papel

Tal como O MIRANTE noticiou na altura, a Câmara do Cartaxo, então liderada por Paulo Caldas (PS), e a Avipronto, assinaram em Fevereiro de 2007 um protocolo para instalação de uma unidade de transformação, embalagem e logística de carne de aves na futura zona de actividades económicas do Casal Branco. Previa-se um investimento de 30 milhões de euros e a criação de 250 postos de trabalho directos a curto prazo e de 600 a médio e longo prazo, directos e indirectos.
A sessão de assinatura do protocolo contou com a presença do então secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, Jorge Lacão. Na cerimónia, o responsável máximo da Avipronto afirmou querer que a unidade estivesse a laborar dentro de um ano. Armando Batista de Almeida disse mesmo pretender construir no Cartaxo “a mais moderna fábrica do grupo Avipronto em Portugal, com transformação, embalagem e logística de carne de aves no país”.

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