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Esfaqueado e agredido em Vialonga reclama justiça

Esfaqueado e agredido em Vialonga reclama justiça

Processo está a decorrer no Tribunal de Vila Franca de Xira. Quatro jovens de Vialonga são acusados pelo Ministério Público de ofensa à integridade física qualificada por terem agredido com murros, pontapés e facadas um outro jovem da freguesia.

Edição de 29.11.2017 | Sociedade

Quatro jovens de Vialonga, com idades entre os 22 e os 26 anos, estão acusados pelo Ministério Público de Vila Franca de Xira de terem agredido com pontapés, murros e facadas um outro jovem daquela freguesia na noite de ano novo de 2015. Estão acusados de praticarem, em co-autoria material, um crime de ofensa à integridade física qualificada. O processo está a decorrer no tribunal de Vila Franca de Xira.
Os factos remontam ao dia 1 de Janeiro de 2015, junto ao estabelecimento “O Labrador”, local onde decorria uma festa de passagem de ano. Pouco passava das 4h00 da madrugada quando, a dada altura, a vítima se envolveu numa discussão com quatro rapazes por razões não apuradas. Houve confronto físico até que a vítima abandonou o local. Mais à frente, segundo a acusação, o ofendido foi surpreendido pelos arguidos junto ao centro comunitário de Vialonga que, em grupo, o terão atirado ao chão, “desferindo murros e pontapés” e atingindo-o várias vezes e com maior incidência na zona da cabeça.
A dada altura um dos jovens agressores, munido de uma faca, “desferiu dois golpes no ofendido, um na coxa direita e outro na nádega esquerda”. O relatório médico mostra que a vítima sofreu um traumatismo craniano, facial, traumatismo na zona toráxica e abdominal e dos membros inferiores, bem como feridas na região glútea e face. Lesões que, diz o Ministério Público, “causaram oito dias de doença com incapacidade para o trabalho”.
A acusação nota que os arguidos agiram “de forma concertada” e em comunhão de esforços e vontades para, “com o propósito concretizado de molestar o corpo e a saúde do ofendido”, valerem-se da sua superioridade numérica para deixar a vítima sem possibilidade de defesa.
Um dos arguidos começou entretanto a cumprir pena no estabelecimento prisional de Alcoentre por tráfico de droga e outras actividades ilícitas. Para trás deixa também vários casos de condução sem carta. Aguarda ainda julgamento pelo crime de ofensa à integridade física qualificada e receptação.
No processo, o Hospital de Vila Franca de Xira também já veio deduzir um pedido de indemnização cível contra os arguidos no valor de 91,91 euros, resultantes dos custos com o auxílio médico à vítima.

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