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Hotelaria e restauração continuam a ser áreas onde não falta trabalho

Hotelaria e restauração continuam a ser áreas onde não falta trabalho

Edição de 06.12.2017 | Economia

Na área da restauração, turismo e hotelaria só não trabalha quem não quer. A ideia foi defendida por Salomé Rafael, empresária e presidente do conselho de administração da Escola Profissional de Hotelaria e Turismo de Lisboa (EPHTL), que inaugurou na tarde de terça-feira, 5 de Dezembro, o novo pólo daquela escola situado na Póvoa de Santa Iria, concelho de Vila Franca de Xira.
A responsável ressalva que a escolha da Póvoa de Santa Iria para situar o novo pólo da escola foi “clara” desde a primeira hora, até porque muitos alunos da escola são oriundos da zona oriental de Lisboa. “Não estamos a formar jovens para cantinas nem cadeias de comida rápida. Formamos para um nível superior a esse. Pessoas de qualidade, empenhadas e que sabem fazer. Temos em média duas mil inscrições por ano e entre cinco a seis turmas. Há uma grande procura e temos elevada empregabilidade”, destacou.
Neste primeiro ano, a escola, situada na zona do Morgado da Póvoa, entrou em funcionamento com uma centena de alunos mas tem capacidade para crescer a curto prazo até às duas centenas. “O turismo está a crescer e esse é um caminho que temos de explorar”, defendeu.
Para Alberto Mesquita (PS), presidente do município, o facto da escola se instalar na Póvoa é importante e pode ser um pilar fundamental de desenvolvimento social da freguesia. “Esta escola nasceu de um conjunto de boas vontades e do arrojo e dinâmica da Salomé Rafael. A Póvoa fica mais enriquecida em termos sociais e económicos”, frisou.
O autarca não perdeu a oportunidade de desafiar os empresários convidados para a sessão a “apostarem no turismo” e nas unidades hoteleiras. “O turismo continuará a ter uma expressão cada vez maior e neste concelho precisamos de mais unidades hoteleiras. A construção destas unidades será certamente um bom negócio. Os turistas não podem dormir todos em Lisboa”, frisou.

Acabar com o estigma do ensino profissional
João Costa, secretário de Estado da Educação, presidiu à sessão para lembrar que, “injustamente”, o ensino profissional, a par com o ensino artístico, continua ainda a sofrer de um grande preconceito junto da comunidade. “Têm tanto ou mais dignidade que o ensino regular. O preconceito que existe é por desconhecimento. Quando se fala dos exames nacionais deviam ver uma Prova de Aptidão Profissional (PAP) destes alunos. São tão ou mais exigentes que os exames nacionais. Há patentes já registadas no ensino profissional. Temos de derrubar estas barreiras e as pessoas têm de perceber de uma vez por todas quão importantes são estes cursos”, frisou. O governante destacou também o papel “importante” da escola de hotelaria na formação de jovens para uma área em que os operadores têm mais procura que oferta. Logo, o que não falta é “trabalho e futuro” para os jovens que escolhem formar-se nesta área.

Hotelaria e restauração continuam a ser áreas onde não falta trabalho

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