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Maioria CDU rejeita Orçamento Participativo em Benavente

Proposta do vereador do PSD foi considerada pelo presidente do município “uma forma desleal de usar a população” e não será incluída no orçamento municipal de 2018.

Edição de 06.12.2017 | Política

A iniciativa do Orçamento Participativo, que permite à população votar num projecto, de entre os vários que são apresentados a concurso, e ver investido nele uma parcela do orçamento municipal é vista pelo presidente da Câmara de Benavente, Carlos Coutinho (CDU), como “uma forma desleal de usar a população”, uma vez que, aos seus olhos, não é disponibilizado um montante suficientemente alto para fazer jus à vontade das populações.
“Vejo noutros concelhos serem disponibilizados duzentos ou trezentos mil euros de um bolo total de vinte milhões e colocar à consideração das pessoas, o que não me parece respeitável”, explicou Coutinho, acrescentando que muitas pessoas “têm ligação a associações e instituições que, por si só e pela sua proximidade à comunidade, seriam capazes de reunir um montante maior para os projectos com que queiram avançar”.
A opinião foi partilhada durante a reunião do executivo de segunda-feira, 4 de Dezembro, depois de o vereador da oposição Ricardo de Oliveira (PSD) ter voltado a levar à discussão, como já tinha feito duas semanas antes, a proposta de se implementar em Benavente o Orçamento Participativo.
O presidente deixou explícito que concordaria em integrar a iniciativa no orçamento municipal para 2018, se a verba disponibilizada fosse considerável e “respeitável para a população” e não servisse apenas para “as pessoas se entreterem com votações” entre projectos apresentados, que muitas vezes precisariam de um orçamento maior para serem devidamente feitos.

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