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Absolvido camionista acusado de deixar jovem de Almeirim numa cadeira de rodas
Tratamentos médicos de Tofu vão ser pagos pela companhia de seguros da empresa onde o arguido trabalhava

Absolvido camionista acusado de deixar jovem de Almeirim numa cadeira de rodas

Companhia de seguros da empresa onde o arguido trabalhava vai ter que pagar despesas da vítima por presunção de culpa do arguido. Acidente ocorreu em Setembro de 2011, perto do Cartaxo.

Edição de 06.12.2017 | Sociedade

O condutor do camião que esteve envolvido no acidente que atirou Gonçalo Neves para uma cadeira de rodas, e totalmente dependente de terceiros, foi absolvido do crime de condução perigosa, devido à fragilidade das provas recolhidas pelas autoridades na altura do acidente. A leitura da sentença foi proferida na terça-feira, 5 de Dezembro, e o juiz do Tribunal do Cartaxo criticou a actuação das forças policiais que acorreram ao acidente, no dia 1 de Setembro de 2011.
“O juiz disse que não podia ser justiceiro, apesar de querer fazer justiça, mas não podia ser devido à falta de factos para comprovar como ocorreu o acidente”, explicou Sandra Martins, mãe de Gonçalo Neves, mais conhecido por Tofu, que assistiu à leitura da sentença.
Sandra Martins, residente em Alpiarça, explicou a O MIRANTE que o juiz condenou, no entanto, a companhia de seguros da empresa onde o camionista trabalhavapor presunção de culpa do arguido. Ou seja, as despesas que Tofu já teve, e que venha a precisar no futuro, com tratamentos médicos, obras de adaptação da casa à nova condição de Gonçalo, que precisa de uma cadeira de rodas, vão ser pagas pela companhia de seguros do arguido. “Ainda não chegamos a um valor de indemnização. Essa situação vai agora ser avaliada”, diz a mãe.
Sandra Martins aceita a decisão do juiz mas refere que o que a choca, desde o início deste processo que se arrasta nos tribunais há cerca de seis anos, foi a forma como tudo aconteceu. “O deficiente tratamento que os militares da GNR deram a este acidente é inaceitável. Não retiraram o tacógrafo do camião, não se fez um levantamento de nada e o relatório da ocorrência só apareceu mais de um ano depois. Foram erros a mais que levaram a esta decisão”, sublinha.

Acidente mudou a vida do jovem militar
Gonçalo Neves era militar voluntário desde Abril de 2011. O objectivo era entrar na Academia Militar. No final de Agosto de 2011 foi passar uns dias a casa, em Almeirim. Na noite do acidente resolveu ir com um amigo ao Cartaxo mas no regresso, cerca da uma da madrugada, na Estrada Nacional 3, na zona de Vila Chã de Ourique, tiveram um acidente de automóvel que envolveu um camião. O amigo partiu apenas um dedo tendo o embate com o camião sido todo do lado de Gonçalo Neves, que conduzia a viatura. Desde esse dia que a família de Gonçalo vive numa angústia permanente e luta com todas as forças para melhorar o estado de saúde do jovem.
“Há uma paragem nas nossas vidas na altura do acidente, uma quebra das nossas rotinas. Agora queremos retomar a rotina da vida anterior ao acidente, mas vivemos sempre com a incerteza do futuro. Vivemos um dia de cada vez sem saber o que vai acontecer na hora seguinte, mas sempre com a esperança na recuperação do Gonçalo”, afirmou emocionado Óscar Neves a
O MIRANTE em Janeiro de 2013.

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