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É tempo de decidir o que fazer com o Teatro Rosa Damasceno

É tempo de decidir o que fazer com o Teatro Rosa Damasceno

Presidente da Câmara de Santarém quer envolver as forças vivas da cidade numa reflexão sobre o futuro daquele emblemático imóvel, que está há muito tempo degradado e ao abandono.

Edição de 06.12.2017 | Sociedade

O presidente da Câmara de Santarém, Ricardo Gonçalves (PSD), diz que é tempo de se definir o que se pretende fazer do antigo Teatro Rosa Damasceno, edifício emblemático que se encontra devoluto e degradado há muitos anos, envolvendo a comunidade nesse processo. Mas há diversas variáveis a ter em conta. “O Rosa Damasceno necessita de cerca de cinco milhões de euros para ser reabilitado. Temos que saber se precisamos de uma sala com 500 lugares. Depois, temos também o problema da falta de estacionamento à volta do teatro. Além disso, temos que esperar pela consolidação das barreiras e sabemos que hoje não se pode construir ali”, disse numa mesa redonda realizada recentemente pelo Círculo Cultural Scalabitano onde se debateu o centro histórico da cidade.
O autarca defende que o futuro do imóvel não deve ser decidido apenas pelo executivo camarário, mas sim envolvendo as forças vivas da cidade e, obviamente, os proprietários do edifício. Mas antes disso há também que perceber se os estudos do LNEC (Laboratório Nacional de Engenharia Civil) vão aceitar que se façam obras de recuperação do teatro, localizado numa zona sensível, no topo da encosta de Santa Margarida, onde actualmente decorrem obras de consolidação da barreira.

Projecto de remodelação não saiu do papel
O Teatro Rosa Damasceno, situado no centro histórico de Santarém, próximo da Torre das Cabaças e da igreja de São João do Alporão, foi durante muitos anos pertença do Club de Santarém, que em 2004 o vendeu ao grupo Enfis, que pretendia remodelá-lo, adaptando-o para outros fins, nomeadamente para comércio e serviços, incluindo uma zona de restauração. O negócio foi alvo de contestação por parte da Câmara de Santarém e de outras entidades e cidadãos, desagradados com a possível mudança de finalidade do histórico imóvel. Em 2007, um incêndio consumiu o interior do edifício, acentuando os sinais de degradação que já eram visíveis.
O Teatro Rosa Damasceno, classificado como imóvel de interesse público em 2002, foi projectado originalmente pelo arquitecto José Luís Monteiro “para servir de teatro”, tendo sido inaugurado em 1876. Alvo de profunda remodelação em 1937, da autoria do arquitecto Amílcar Pinto, o edifício ficou marcado pela mistura de vários estilos e movimentos do início do século XX, tendo deixado de receber espectáculos na década de 1990.

Terreno ao abandono sem futuro à vista

Em relação ao terreno situado em frente ao Rosa Damasceno e junto ao Teatro Taborda, cheio de ervas e tapado com placas há vários anos, o presidente da Câmara de Santarém explicou que o terreno é propriedade de um banco e que já tentaram uma permuta para adquirir o terreno mas não conseguiram. Ricardo Gonçalves diz que vão tentar fazer alguma coisa aquando das obras de reabilitação na igreja de São João de Alporão mas não existem certezas uma vez que não são os proprietários do terreno.

É tempo de decidir o que fazer com o Teatro Rosa Damasceno

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