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Mãe e filha atacadas pelo cão da família

Caso passou-se em Foros do Paul, concelho de Coruche, e as vítimas tiveram que ser internadas no hospital.

Edição de 06.12.2017 | Sociedade

Albertina Parreira e Mafalda Santos, mãe e filha de 73 e 51 anos, foram brutalmente atacadas por um cão na tarde de segunda-feira, 4 de Dezembro, na localidade de Foros do Paul, concelho de Coruche. O animal, de raça cruzada de labrador com serra da estrela, pertence às vítimas que sofreram ferimentos considerados graves.
De acordo com uma familiar e vizinha das mulheres, o animal nunca mostrou agressividade nem nunca tentou morder ninguém. Foi há cerca de quatro anos que o filho de Albertina, que reside no rés-do-chão da casa, trouxe o cão, ainda pequeno, para casa e, desde aí, tem vivido na habitação. “Uma vez, ele ainda mostrou os dentes quando, num dia de aniversário, lembrou-se de ir à cozinha e Mafalda Santos mandou-o para a rua. A partir daí foi sempre fiel aos donos”, adianta a O MIRANTE.
A familiar explica que tudo aconteceu porque Albertina decidiu fazer umas bolachas no dia anterior para o neto de 11 anos, filho de Mafalda Santos. O cheiro deve ter chamado a atenção do cão que subiu as escadas para ir até à cozinha e atacou Albertina. “Ela ainda gritou para o neto e a filha se fecharem nos quartos porque o cão estava a morder mas a filha decidiu sair para ajudar e também foi atacada”, revela a familiar, dizendo que o animal mordeu as vítimas nos braços e nas pernas. “Aquilo ficou um cenário de terror cheio de sangue”, adianta a mesma fonte.
Entretanto, as vítimas foram socorridas e chamaram o veterinário municipal e a GNR de Coruche para recolherem o cão. “O animal só ladrava. Até eu estava com medo dele”, admite a vizinha, referindo que não é a primeira vez que a família tem cães e nunca aconteceu tal situação, tanto que os próprios animais sempre entraram dentro de casa sem problemas.
As mulheres foram assistidas no local pela equipa da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) e pelos Bombeiros Municipais de Coruche, tendo sido transferidas para o Hospital de Santarém. Albertina Parreira foi, entretanto, transferida para o Hospital de São José, em Lisboa, para lhe fazerem uma intervenção cirúrgica reconstrutiva e por complicações devido a problemas cardíacos que já sofria. Para já não há muitas informações sobre o actual estado de saúde de mãe e filha. A familiar adianta que Mafalda Santos se mantém no mesmo hospital.

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