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Câmara quer resolver problema de ruído causado por empresa em Vilar dos Prazeres
queixas. Morador não tem conseguido descanso por causa da empresa

Câmara quer resolver problema de ruído causado por empresa em Vilar dos Prazeres

Vizinho da empresa, Joaquim Soares, queixa-se que pavilhões foram construídos ilegalmente e quer assunto resolvido.

Edição de 28.12.2017 | Sociedade

O vice-presidente da Câmara de Ourém, Natálio Reis (PSD/CDS), já esteve três vezes junto à empresa de mobiliário contígua ao terreno onde vive a família de Joaquim Soares, em Vilar dos Prazeres, para apurar se o volume de ruído produzido pela laboração era elevado, conforme se queixam os vizinhos. E diz não se ter deparado com situações anormais. “Das três vezes que lá fui, sem o proprietário saber, não ouvi barulhos. Depois falei com o proprietário que me disse que ia melhorar a situação e diminuir os barulhos que possam existir”, referiu o vice-presidente em reunião camarária. Acrescentou que estão agendadas mais visitas ao local de surpresa para que o município possa aferir o volume do ruído causado pela empresa.
Joaquim Soares esteve na reunião e pediu ao autarca que vá directamente ao seu terreno onde se “ouvem bem os ruídos de funcionamento da empresa”, lamentou o vizinho da empresa.
O presidente do município, Luís Albuquerque (PSD/CDS), refere que esta é uma situação que preocupa o executivo. “Este é um problema que já se arrasta há algum tempo e queremos resolver e encerrar de vez este assunto”, realçou.

Dois pavilhões ilegais
Recorde-se que, como O MIRANTE tem noticiado, parte do terreno onde vive a família de Joaquim Soares, em Vilar dos Prazeres, concelho de Ourém, está rodeada por dois pavilhões de uma empresa de mobiliário construídos ilegalmente. O primeiro pavilhão, com cerca de 2 mil metros quadrados (m2), foi construído há 12 anos e desde essa altura que não possui licença.
O segundo pavilhão, com cerca de mil m2, começou a ser construído em Agosto de 2014, altura em que Joaquim Soares denunciou o caso na Câmara Municipal de Ourém, presidida na altura pelo socialista Paulo Fonseca. Uma queixa que, diz, ficou “esquecida” na autarquia o que o levou a fazer uma nova denúncia em Novembro do mesmo ano, quando a construção do segundo pavilhão já estava terminada.
“Ambas as construções estão feitas em cima do meu terreno. Os meus netos estão todos os dias comigo e, no Inverno, às duas da tarde já nem sequer apanho qualquer raio de sol. Além dos ruídos e dos cheiros”, criticou Joaquim Soares na última reunião do executivo municipal.
O vice-presidente da Câmara de Ourém da altura, Nazareno do Carmo (PS), explicou que a obra foi embargada assim que o executivo teve conhecimento que os pavilhões estavam construídos ilegalmente. No entanto, a empresa continuou a laborar. Joaquim Soares diz que quando comprou o terreno, há 21 anos, ainda não existia qualquer empresa e quer “descanso” e que as coisas estejam dentro da legalidade.

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