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Vila Franca de Xira planeia exposição sobre cheias nas Quintas

Naquela localidade morreram mais de metade dos moradores

Edição de 28.12.2017 | Sociedade

O município de Vila Franca de Xira está a estudar a possibilidade de realizar uma exposição temática sobre as cheias de 26 de Novembro de 1967 que vitimaram bastantes pessoas no concelho e especialmente em Quintas, Castanheira do Ribatejo, onde mais de metade da população perdeu a vida.
A ideia foi avançada numa das últimas reuniões públicas de câmara por Rui Perdigão, do Bloco de Esquerda, e abraçada por Alberto Mesquita (PS), presidente do município. “A ideia parece interessante. Pode fazer-se uma exposição mas tem de ser séria, e isso exige investigação com rigor histórico. Terei de falar com o departamento de cultura e os serviços para ver de que modo poderemos evoluir nesse sentido. Talvez conseguiremos encaixar esta iniciativa no nosso plano, parece-me justo aprofundá-la”, afirmou o autarca.
Sobre as cheias que vitimaram um número elevado de vítimas na Área Metropolitana de Lisboa e em particular no concelho de Vila Franca de Xira – não se sabe ao certo quantas mas estima-se que tenham sido mais de 500 –, Alberto Mesquita diz “lembrar-se bem” como todo o processo foi conduzido.
“Foi uma ocultação completa como era habitual, passámos do oito ao oitenta. Hoje até já se chega ao contrário e ao exagero. Em 1967 foi uma omissão e apagamento completo da tragédia que aconteceu. Foram mais de 500 pessoas a desaparecer. As pessoas foram deixadas ao abandono e se não fosse a sociedade civil as consequências seriam ainda mais desastrosas”, lamentou.
Para o autarca, a obra realizada no Rio Grande da Pipa, na Castanheira do Ribatejo, é da mais primordial importância para prevenir ou até minimizar catástrofes semelhantes na altura. “Se a obra tivesse sido feita nos anos 60 não teria havido a tragédia que houve”, considera.
No site semanal de O MIRANTE, recorde-se, poderá encontrar uma reportagem publicada a 23 de Novembro a propósito dos 50 anos da tragédia, com relatos de familiares e moradores das Quintas que sobreviveram às chuvas fortes e enxurradas da madrugada de 26 de Novembro.

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