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DJ Arrepiado foi algemado pela GNR durante uma actuação

DJ Arrepiado foi algemado pela GNR durante uma actuação

Bruno Oliveira actua em qualquer ponto do país mas prefere passar música na região

Edição de 03.01.2018 | Economia

Chama-se Bruno Oliveira e o nome artístico DJ Arrepiado foi inspirado num craque de Freestyle. A sua noite mais triste foi quando teve que deixar o seu público a meio de uma actuação, devido a um erro com licenças. Lembra que estava a passar kizomba quando entraram mais dezena e meia de guardas da GNR no bar. Esteve três duros e longos meses privado do seu equipamento.

Tem 35 anos, é da Glória do Ribatejo e chama-se Bruno Oliveira mas a maior parte das pessoas, nomeadamente as que frequentam habitualmente espaços de diversão, conhecem-no por DJ Arrepiado. Esse é o nome que escolheu para a sua actividade como Disc Jockey, que, para quem não saiba, é um artista profissional que selecciona e reproduz as mais diferentes composições, previamente gravadas ou produzidas na hora para um determinado público alvo, trabalhando em pistas de dança de bailes, clubes, discotecas, danceterias e festas populares.
Embora tenha vários momentos altos na sua actividade, o mais mediático foi-lhe proporcionado pela GNR em Janeiro de 2016, num bar do Cartaxo. O caso foi notícia em O MIRANTE e Bruno Oliveira não vai esquecer o que lhe aconteceu.
“Estava a passar kizomba e foi tudo muito repentino. Mais de dezena e meia de militares da GNR entraram porta adentro, levaram todo o meu equipamento para as suas viaturas e eu fui algemado juntamente com o gerente do bar e o segurança. Lá fora estava um senhor a filmar todo o episódio. Parecia uma brincadeira para os apanhados”, recorda.
Infelizmente era a sério e as consequências foram tristes, conta. “Pelo que soube mais tarde, tudo aconteceu porque o gerente não tinha as licenças necessárias para aquele tipo de evento. Eu, que não tive culpa nenhuma do sucedido e tinha tudo legalizado, estive três meses sem poder exercer a minha actividade, até tudo se esclarecer e me ser devolvido o material. Foi muito triste e nunca vou conseguir retirar aquela noite da minha memória”.
O nome artístico “DJ Arrepiado” não vem do gosto por qualquer música excêntrica ou pela ligação ao Arrpiado, no concelho da Chamusca, mas do gosto que Bruno Oliveira tinha pelos carros e motos quando era miúdo. “Encontrei numa das edições de uma revista uma referência ao Arrepiado Team- Stunt Riding Shows, um grande profissional de Freestyle e, de início comecei a chamar Arrepiado a um primo meu. Mais tarde, foi ele e os meus amigos que me começaram a tratar daquela maneira, recorda”
Começou por ser DJ auto-didacta mas para se aperfeiçoar, Bruno Oliveira frequentou um curso prático de DJ na escola MK-2, em Dezembro de 2008 e mais tarde, realizou também um curso base na escola Danceplanet, ambas em Lisboa. O gosto pela actividade, tinha-o desde tenra idade.
“A música sempre me correu nas veias, desde miúdo mas o bichinho por esta arte começa a surgir nas primeiras saídas a bares e discotecas, durante as quais comecei a admirar a arte praticada pelos denominados DJ’s. Eles praticavam horas a fio, nas suas cabines e metiam as pessoas a dançar ao rubro até de madrugada. Entusiasmei-me e escolhi fazer o mesmo. Trabalhei muito, treinei e nunca desisti.”, explica.
DJ Arrepiado sublinha o esforço que é necessário fazer para se atingirem os sonhos. “Hoje em dias as pessoas desistem facilmente dos seus sonhos, ou porque se cansam, ou porque algo não corre bem nas primeiras vezes, o que é pena. O segredo é sermos mais persistentes connosco próprios e querermos muito. Termos paixão pelas coisas”, defende.
O Disc Jockey já actuou em diversos locais do país, desde que iniciou a sua actividade, já lá vão quase dez anos. Diz que gosta de seleccionar as músicas que passa mas que também tem que atender ao público que tem e às indicações que lhe são dadas pelos proprietários dos locais onde actua e que também satisfaz pedidos do público.
“Normalmente antes do evento a realizar as músicas ficam acordadas com os gerentes dos espaços onde eu vou tocar. Mas se as pessoas me pedirem músicas eu também as passo, porque são os clientes que fazem a noite num espaço nocturno e não apenas o artista”, explica.
Acrescenta que apesar de actuar em qualquer ponto do país, desde que o contrato compense os gastos em deslocações, tem preferência em trabalhar na região. Tem equipamento próprio embora muitos locais tenham o seu próprio equipamento, o que também não o atrapalha porque está preparado para operar qualquer tipo de equipamento. “Trabalho com diversos equipamentos quer de DJ ou de produção, desde os mais antigos aos mais modernos. O que é preciso é que estejam em estado razoável”, conclui.

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