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Cresce o apoio ao ambientalista Arlindo Marques no processo movido pela Celtejo
Justiça. Celtejo acusa Arlindo Marques de difamação e reclama indemnização de 250 mil euros

Cresce o apoio ao ambientalista Arlindo Marques no processo movido pela Celtejo

Associações referem que a defesa do ambiente é um dever de cidadania e repudiam o que consideram ser uma acção intimidatória da empresa papeleira.

Edição de 03.01.2018 | Sociedade

A associação ambientalista Quercus “apelou” ao “bom senso da Celtejo” e pediu-lhe para “desistir da acção judicial que interpôs contra Arlindo Marques”, ambientalista do movimento proTEJO, a quem reclama 250 mil euros por difamação.
Em comunicado a Quercus afirma que “esta não é a forma responsável nem correcta de a empresa lidar com os vários problemas que se têm registado ao longo dos últimos anos no rio Tejo”. A associação ambientalista faz ainda saber que, “caso a Celtejo não retire a queixa contra este cidadão, a quem todos muito devemos pela forma como tem lutado pela qualidade da água do rio Tejo, a Quercus tentará travar este processo com todos os meios ao seu alcance”.
Em causa está um processo instaurado pela empresa Celtejo, fábrica de celulose instalada em Vila Velha de Rodão, no distrito de Castelo Branco, ao ambientalista Arlindo Marques, por este associar os episódios de poluição no Tejo à empresa, reclamando esta o pagamento de 250 mil euros por danos atentatórios do seu bom nome.
A Quercus afirma “não deixar de ser curioso que não tenham sido interpostas acções judiciais contra políticos, deputados e outras figuras públicas, e que a Celtejo venha fazer de bode expiatório este simples cidadão sem meios para fazer frente a este gigante da indústria”.

“Defesa do ambiente é um dever de cidadania”
Também a Acréscimo - Associação de Promoção ao Investimento Florestal manifestou “apoio ao movimento de solidariedade” para com Arlindo Marques. Em nota de imprensa, a Acréscimo afirma que, “com o panorama de emissões poluentes registadas oficialmente em múltiplas unidades da indústria papeleira a operar em Portugal, só pode merecer o repúdio social a intimidação sobre estas acções cívicas de combate à poluição, levadas a cabo por cidadãos vítimas directas de tais práticas lesivas do ambiente”.
No comunicado, a Acréscimo lembra que “a defesa do ambiente é um dever de cidadania previsto na Constituição da República Portuguesa”, tendo feito notar que “a indústria papeleira detém em Portugal um lugar de destaque no que respeita a emissões poluentes para a atmosfera e para o meio aquático, de acordo com dados extraídos de estatísticas da Agência Europeia do Ambiente”.
No caso em concreto, pode ainda ler-se, “não deixam dúvidas as comunicações da Agência Portuguesa do Ambiente e, na Assembleia da República, as afirmações do dirigente da Inspecção-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Território quanto à acção poluente, para o rio Tejo, da actividade da unidade fabril do grupo ALTRI em Vila Velha de Ródão”.

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