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Convívio e competição no Campeonato Amador de Futsal de Santarém
EMPENHO. Apesar de ser um campeonato amador todos querem sair vitoriosos dos encontros - foto O MIRANTE

Convívio e competição no Campeonato Amador de Futsal de Santarém

Prova junta onze equipas que jogam nas tardes de sábado no pavilhão da Escola Alexandre Herculano. Apesar do ambiente mais descontraído e informal, os participantes dão o litro em busca da vitória.

Edição de 11.01.2018 | Desporto

O Campeonato Amador de Futsal de Santarém joga-se aos sábados, entre onze equipas, no pavilhão da Escola Alexandre Herculano, em Santarém. Envolve cerca de 200 pessoas e decorre num ambiente informal e descontraído mas onde o espírito competitivo e a vontade de vencer são iguais ao de um campeonato federado. O grande dominador é o Borussia Doutro Mundo, tetracampeão de uma competição que existe há seis anos.
Na prova não há concentração das equipas antes dos jogos. “Os jogadores vão chegando conforme podem e vão entrando”, conta o treinador do Borussia Doutro Mundo, António Carvalho. Treinos também é coisa que não existe. A táctica é dada pouco antes do jogo. “Não se esqueçam, pressão na bola sem falta. Nunca damos nenhuma bola como perdida. Se estiverem cansados e eu não me aperceber saiam que entra outro”, diz o técnico dos campeões, já dentro de campo, segundos antes do jogo referente à 10ª jornada, frente à equipa da Taberna do Quinzena, na tarde de sábado, 6 de Janeiro.
O principal objectivo deste campeonato é proporcionar actividade física regular a pessoas que já não têm idade para entrar em campeonatos federados ou que já não têm capacidade física para uma competição de nível superior ou que sejam atletas federados noutra modalidade. Diogo Carvalho, jogador do Várzea FC, que também é jogador de hóquei em patins federado na equipa dos Caixeiros, escolheu este campeonato porque não tem de treinar, mas “ainda assim é um campeonato competitivo e se pudesse jogar de patins ainda era mais rápido”, diz o atleta entre sorrisos.
O professor de educação física, Luís Oliveira, é quem trata da organização da competição que este ano tem um extra para a equipa vencedora. “É a participação numa competição a nível nacional com os vencedores de outros campeonatos, com direito a estágio em hotel, durante um fim-de-semana”, conta.

Campeonato começou com um grupo de amigos
O campeonato, que começou com um grupo de amigos que conseguiu juntar quatro equipas, é hoje organizado pelo Clube Desportivo Escola D. João II, com o aval da Associação de Futebol de Santarém e homologado pela Federação Portuguesa de Futebol. “Foi feito um protocolo com a federação e todos os jogadores que participam na competição são federados mas numa categoria que foi criada precisamente para estes casos, que é o chamado futebol lúdico-recreativo. Estão protegidos por um seguro desportivo e devidamente enquadrados no sistema desportivo”, explica Luís Oliveira.
A cerca de 20 minutos do início do grande jogo da tarde que opunha as equipas do Borussia Doutro Mundo e a Taberna do Quinzena (e que acabaria empatado 2-2), o jogador do Borussia, Diogo Rocha, fuma um cigarro fora do pavilhão, enquanto o mister lhe diz: “O cartão tem de começar a vir”. Diogo esqueceu-se do cartão de identificação. “Pronto, hoje não faz mal, mas tens de trazer”, reforça o treinador.
“O cigarrinho é para aquecer”, diz o atleta que joga pela primeira vez na equipa este ano. Diz que sente o peso da responsabilidade por terem sido campeões quatro anos consecutivos. E quanto aos rumores de que a equipa está mais fraca esta época, Diogo refere que só saíram três ou quatro jogadores, por isso “este ano é para ganhar novamente”.

“Cá fora bebemos copos mas lá dentro somos adversários”
O treinador dos campeões, António Carvalho, diz que não há segredo nenhum para o sucesso. “É o convívio. Cá fora bebemos copos mas lá dentro somos adversários e os cartões mostram isso, porque já temos muitos amarelos e alguns vermelhos. É convívio mas lá dentro é para dar o litro”, diz o técnico a O MIRANTE.
Os jogos por vezes aquecem um pouco. “O objectivo é que seja uma coisa amadora e descontraída mas o espírito competitivo de algumas equipas e a vontade de vencer é superior a um campeonato federado. Mas no fim dos jogos mais acesos as pessoas cumprimentam-se e acabam logo as querelas”, afirma o responsável pela organização, Luís Oliveira.
Rúben Vassalo, treinador da equipa do Terceiro Anel, conta que não tem ambições de ser treinador de futsal. “Eles é que precisavam de alguém que os orientasse e cá estou eu na brincadeira”, diz. Questionado se é nesta época que o título vai para outra equipa, o treinador responde com um “talvez”, mas não muito confiante.
Tiago Estorninho é o terceiro jogador campeão a chegar e já joga há três anos pelo emblema do Borussia. “Está a ver, já temos três”, diz o treinador, divertido, a
O MIRANTE. O jogador diz que o segredo do sucesso “tem sido jogar em equipa”. Tiago já leva seis golos este ano e por norma costuma marcar dez por época. Não joga “num campeonato a sério” porque só quer brincar e divertir-se. Tal como muitos outros dos participantes.

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