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Colapso do sistema informático do Hospital de Santarém

Registos de entradas e altas, requisições de exames e emissão de receitas estão a ser feitos manualmente. A avaria ocorreu na tarde de 4 de Janeiro e o presidente do conselho de administração, José Josué, recebeu indicação da empresa Oracle, que faz a manutenção da rede, que a mesma seria reparada no dia seguinte mas à hora do fecho desta edição, quase uma semana depois, os problemas continuam.

Edição de 11.01.2018 | Sociedade

Uma avaria do sistema informático do Hospital Distrital de Santarém ocorrida no dia 4 de Janeiro, quinta-feira, a meio da tarde, impediu o acesso à base de dados clínicos e administrativos, o que fez com que o trabalho voltasse a ser feito à moda antiga, com registos de entradas e altas, requisições de exames médicos e emissão de receitas médicas, por exemplo, a serem feitas manualmente, em papel.
A reparação da avaria, que, segundo declarações do presidente do conselho de administração, chegou a estar prevista para sexta-feira, não se concretizou e o prolongar da situação provocou atrasos no atendimento e na execução de tarefas em todos os serviços. A situação mantinha-se na quarta-feira, da parte da manhã, aquando do fecho desta edição de O MIRANTE.
Como os médicos passaram a ter de passar receitas à mão com a colocação de vinhetas com a sua identificação, coisa que raramente fazem, houve alguns a quem aconteceu ficarem momentaneamente sem possibilidade de o fazerem.
A consulta de resultados de análises e de outros exames que habitualmente são recebidos por via informática nos serviços que os requisitam, nomeadamente nas urgências, passou estar dependente de alguém ir aos serviços buscá-los. Por outro lado, sem acesso aos exames anteriores dos doentes, os especialistas não podem fazer comparações com os actuais, o que prejudica os diagnósticos.
Há também dificuldades ao nível das altas médicas o que pode obrigar a que alguns doentes permaneçam mais tempo internados do que o necessário, o que implica menos camas disponíveis numa altura especialmente crítica devido à gripe.
Na sexta-feira, por volta da uma da tarde, o presidente do conselho de administração, José Josué, disse a O MIRANTE que o hospital estava a funcionar, apesar de a falta de informática obrigar a tudo ser feito manualmente, em papel. “A situação torna as coisas mais complicadas como é natural mas o hospital está a funcionar com normalidade e mesmo nas urgências os tempos de espera não aumentaram”.
O MIRANTE falou com alguns médicos e enfermeiros ao longo dos últimos dias, tendo os mesmos confirmado aquelas indicações mas realçando o facto de o prolongamento da anomalia estar a tornar o atendimento mais lento e a exigir um maior esforço de todos.
Devido à falha informática o Hospital de Santarém deixou de disponibilizar no site do Serviço Nacional de Saúde os tempos médios de espera das urgências, bem como o número de pessoas à espera de serem atendidas.
A falha no sistema informático vai gerar outros problemas mesmo depois de ser solucionada. Uma vez que os registos administrativos e clínicos feitos durante este período em papel não serão introduzidos imediatamente nas bases de dados, isso faz com que seja necessário recorrer a dois arquivos, um digital e outro em papel, para obter uma informação rigorosa de cada caso.
O Hospital Distrital de Santarém é uma unidade de saúde da maior importância para a região, uma vez que serve os concelhos de Almeirim, Alpiarça, Cartaxo, Chamusca, Coruche, Golegã, Rio Maior, Salvaterra de Magos e Santarém, num total de cerca de mais de cento e noventa mil habitantes.

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