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Governo questionado sobre praga de jacintos na Ribeira de Muge

Edição de 11.01.2018 | Sociedade

O Ministério do Ambiente foi questionado sobre que medidas está a tomar para combater a praga de jacintos de água na Ribeira de Muge, que atravessa os concelhos de Abrantes, Chamusca, Almeirim e Salvaterra de Magos. Num requerimento apresentado na Assembleia da República, a deputada do CDS-PP eleita por Santarém, Patrícia Fonseca, pretende saber o que faz a Agência Portuguesa do Ambiente e o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas para evitar novas invasões desta planta, que intervenções já foram realizadas e com que resultados.
O CDS-PP refere que ao longo do curso de água, que nasce perto do lugar de Água Travessa e desagua no rio Tejo, a montante de Escaroupim, há vários sistemas de regadio agrícola, a situação mais complicada ocorre no concelho de Salvaterra de Magos. “Os jacintos-de-água ocupam já uma parte muito significativa do leito, com graves prejuízos para os sistemas de regadio agrícola afectos a este curso de água”, sublinha o partido.
A deputada centrista salienta ainda que “no início do mês de Dezembro, o executivo da Junta de Freguesia de Muge promoveu uma acção de limpeza, com recurso a voluntários, mas os resultados foram mínimos, dada a dimensão da invasão”. O jacinto de água (Eichornia crassipes) é uma planta invasora, extremamente resistente, que impede a entrada de luz solar e a oxigenação da água, “com graves consequências para a fauna e a flora dos cursos de água afectados”.

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