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Misericórdia de Azambuja reduz número de refeições a carenciados

Medida surge após o fim do protocolo de financiamento que vigorava entre a Segurança Social e a instituição. O novo acordo vai abranger menos beneficiários desse serviço.

Edição de 11.01.2018 | Sociedade

A Santa Casa da Misericórdia de Azambuja vai decidir durante a primeira quinzena de Janeiro quais as famílias que vão continuar a usufruir das refeições ao abrigo da Rede Solidária de Cantinas Sociais. A seleção será feita tendo em conta dois indicadores: o rendimento dos beneficiários e o número de pessoas que constituem o agregado familiar.
Essa medida selectiva surge depois do protocolo de financiamento entre a Segurança Social e a Misericórdia de Azambuja ter terminado. Será feito um novo acordo, mas desta vez o número de refeições diárias financiadas pela Segurança Social será reduzido de 22 para 16.
O objectivo do actual Governo era substituir o modelo de cantinas sociais pela distribuição de cabazes alimentares aos mais carenciados, algo que não é viável na Misericórdia de Azambuja. Em conversa com O MIRANTE, Cristina Ferreira, secretária geral da Misericórdia de Azambuja, explicou que a instituição não dispõe de carros refrigerados para ir buscar os produtos a Alenquer, logo não seria possível fazer o transporte dos alimentos de forma segura para depois os distribuir.
Desde o início deste novo ano que a Misericórdia de Azambuja interrompeu a distribuição de refeições, no entanto, segundo Cristina Ferreira, “ainda ninguém solicitou à Misericórdia de Azambuja ajuda para comer neste período” e, caso isso venha a acontecer, “quem o fizer nunca será rejeitado”.
A secretária geral salientou que a Misericórdia de Azambuja “não vira as costas a ninguém” e um bom exemplo disso é que muitas das vezes, quando há detidos na GNR, é à Misericórdia de Azambuja que a força de segurança recorre para fornecer refeições aos detidos.
A Rede Solidária de Cantinas Sociais nunca foi pensada como uma solução permanente e segundo Cristina Ferreira o “objectivo é que as pessoas encontrem a estabilidade necessária para não dependerem incessantemente deste apoio”.

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