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Rotundas são a solução possível para problemas de trânsito em Alverca
SOLUÇÃO. Um dos pontos negros em Alverca fica situado junto à Casa de São Pedro foto O MIRANTE

Rotundas são a solução possível para problemas de trânsito em Alverca

Câmara de Vila Franca de Xira aponta para a construção de três rotundas na Estrada Nacional 10 no troço que atravessa Alverca.

Edição de 11.01.2018 | Sociedade

A construção de três rotundas em cruzamentos problemáticos do centro da cidade de Alverca, na Estrada Nacional (EN) 10, pode ser a chave para acabar de vez com as longas filas de trânsito que ali se verificam diariamente. A ideia foi defendida na última semana pelo presidente da Câmara de Vila Franca de Xira, Alberto Mesquita (PS), que recuperou o estudo de acessibilidades feito pelo município há mais de uma década e meia e quer actualizá-lo.
O documento aponta como cura para os problemas de trânsito uma receita à base de rotundas: uma em frente à Casa de São Pedro (local considerado pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária como um ponto negro de sinistralidade); outra junto ao velho cemitério e bombeiros da cidade; e uma terceira em frente ao supermercado Lidl. São obras caras que o autarca acredita virem a melhorar “imensamente” a vida dos condutores e moradores de Alverca.
“O estudo de acessibilidades está muito bem conseguido mas a sua aplicação requer uma revolução onde se incluem alterações do sentido de trânsito na Rua Capitão Meleças e a construção de três rotundas. Com essas rotundas resolvemos um conjunto alargado de problemas. Já fizemos reuniões com a Infraestruturas de Portugal para que isto seja resolvido”, explica o autarca.
Numa das últimas reuniões de câmara, Alberto Mesquita defendeu que é preciso “voltar ao tema” e olhar seriamente para os problemas de circulação na EN10 em Alverca. Sobre a variante voltou a notar que se tratará de uma obra “de milhares ou mesmo milhões de euros” e que por isso não poderá ser feita sem o apoio de fundos comunitários, situação agravada pelo facto dos actuais quadros de apoio não contemplarem apoios para rodovias ou acessibilidades.
Além disso, com uma auto-estrada mesmo ali ao lado já construída, Mesquita admite que “fará mais sentido” aproveitar a A1 e que isso só será possível com a abolição de portagens, algo que está longe de vir a acontecer.
“Grande parte do trânsito que devia estar na auto-estrada está na EN10 dentro de Alverca. Nos últimos anos houve um fluxo enorme à nacional que a estrada já não comporta”, lamentou.
O autarca respondia sobre o assunto ao vereador Nuno Libório (CDU), que lamentou os “problemas profundos” de trânsito em Alverca e garantiu que a população não deve deixar de reivindicar o direito a utilizar a A1 sem pagar portagem. “É preciso estudar os fluxos e dinâmicas de trânsito da EN10 para não haver conflitos com os peões e fazer-se um levantamento criterioso da estrutura pedonal existente. Há imensos problemas na EN10 que a Infraestruturas de Portugal tem de resolver. A abolição de portagens é muito importante e não devemos abdicar desse direito”, defendeu.

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