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A maior parte das pessoas só vai às urgências depois do horário normal de trabalho

Edição de 18.01.2018 | O MIRANTE dos Leitores

Basta ir controlando os tempos médios de espera nos hospitais da região para descobrir que as horas de maior afluência de pessoas são as do fim da tarde e noite. Quererá isto dizer que as pessoas só adoecem gravemente depois da hora normal de expediente? Sei que, de um modo geral, as pessoas doentes se sentem pior à noite. Isso já deve ter sido estudado e deve haver motivos que o justifiquem. Quanto ao recurso às urgências mais à tardinha e noite acho que deve ter a ver com isso e com o facto de as pessoas que levam familiares, vizinhos e amigos às urgências só estarem disponíveis para isso depois de saírem do trabalho e até mesmo depois do jantar porque ir para uma urgência com a expectativa de lá ficar duas, três ou quatro horas, só de barriga cheia. Esta minha reflexão leva-me a outra conclusão. A maioria das urgências não são urgentes e poderiam muito bem ser tratadas no centro de saúde, por exemplo, no dia anterior, no próprio dia ou no dia seguinte.
Ivete Toscano

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