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Governo questionado sobre problemas no Hospital de Santarém

Em causa a falta de pessoal e o colapso informático que durou uma semana

Edição de 17.01.2018 | Sociedade

Os deputados do PSD eleitos pelo distrito de Santarém questionaram o ministro da Saúde sobre as condições denunciadas em Dezembro pela Ordem dos Médicos e pelo Sindicato Independente dos Médicos (SIM) e sobre o “colapso do sistema informático” ocorrido na semana passada.
Nuno Serra, Duarte Marques e Teresa Leal Coelho perguntam o que está a ser feito para corrigir e reforçar os sistemas informáticos de modo a evitar novas situações da mesma gravidade, nesta e em outras unidades de saúde, e que medidas prevê o Governo desenvolver para incrementar as condições de funcionamento do HDS.
Em concreto, querem saber se o Governo prevê reforçar a contratação de profissionais para o HDS - médicos especialistas, enfermeiros e técnicos de diagnóstico - e se vai requerer uma auditoria ou avaliação da qualidade das condições de prestação de cuidados de saúde neste hospital.
O requerimento refere o “arrastar” da reabilitação do Bloco Operatório do hospital, “apesar de a verba necessária estar disponível e cabimentada desde 2015”, e lembra o alerta, deixado pela Ordem dos Médicos e pelo SIM, de que o acumular de problemas no HDS “pode vir a pôr em causa a idoneidade do serviço”.
O deputado Nuno Serra, vice-presidente do Grupo Parlamentar do PSD e também vereador na Câmara de Santarém, lamenta toda a “instabilidade na prestação de serviços do hospital” e diz não compreender como se justifica o atraso no concurso para novos médicos especialistas “quando há 700 que terminaram a sua formação e por restrições do Ministério das Finanças estão há meses a aguardar a entrada em funções”.

Atraso nas obras do bloco operatório
Num outro requerimento, as deputadas do CDS-PP Patrícia Fonseca (eleita por Santarém) e Isabel Galriça Neto questionaram igualmente o ministro da Saúde sobre se “se são ou não verdade as denúncias do SIM acerca do funcionamento” do HDS.
As deputadas perguntam quantos anestesiologistas e quantos oncologistas foram contratados nos últimos dois anos para o HDS, quantos cardiologistas e quantos internistas exercem neste hospital e quantos foram contratados nos últimos dois anos, quando estarão, de facto, concluídas as obras do Bloco Operatório e quando estará este operacional, e a que se devem os sucessivos atrasos na conclusão destas obras.
Recorde-se que num comunicado emitido após uma visita ao HDS, o SIM denunciou a “grave carência de médicos, que tem vindo a limitar a actividade e a qualidade dos cuidados”, salientando que as empresas prestadoras de serviços são responsáveis por cerca de 50% da actividade médica, “com todos os problemas daí decorrentes”.

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