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Tomar quer instalar videovigilância para detectar focos de poluição no rio Nabão

Edição de 17.01.2018 | Sociedade

A Câmara de Tomar quer instalar um sistema de videovigilância em vários pontos ao longo do rio Nabão para tentar detectar infracções ambientais que poluam o rio que atravessa a cidade, tendo já discutido o assunto com a Secretaria de Estado do Ambiente. A informação foi avançada pela presidente do município, Anabela Freitas (PS), em sessão camarária, em resposta ao munícipe Américo Costa, do grupo ambiental Aqua, que voltou a criticar a poluição que afecta o rio.
Anabela Freitas referiu que existem muitos locais onde camiões podem entrar e fazer descargas ilegais no rio. “No dia 13 de Outubro do ano passado fomos surpreendidos com a espuma poluidora no Nabão mas fomos verificar e a água junto à ETAR de Seiça estava limpa por isso é muito redutor afirmar que a poluição é desta ETAR. Nesse dia foi avistado um camião de uma empresa de Tomar a fazer descargas para o rio. Existem muitos prevaricadores que poluem a água do Nabão”, respondeu a presidente ao ambientalista.
Anabela Freitas disse que a última descarga poluidora verificada ocorreu uns dias antes do Natal e que ainda não possui o resultado dessa investigação. A autarca informou também que pretende reunir com o novo presidente da Câmara de Ourém, Luís Albuquerque (PSD/CDS), para que possam monitorizar em conjunto a ETAR de Seiça. “A capacidade da ETAR de Seiça tem um limite de duração mas a necessidade de repensar a construção de outra ETAR não nos compete a nós mas sim ao município de Ourém, que é o responsável pela ETAR de Seiça”, justificou a presidente.
Há cerca de um ano (ver edição
O MIRANTE 5 Janeiro 2017) os deputados do PS, PSD e CDU eleitos pelo distrito de Santarém questionaram o Governo sobre os “focos de poluição” que têm surgido no rio Nabão, em Tomar, nomeadamente sobre se foram identificados os responsáveis e que medidas iriam ser tomadas. “Nos últimos tempos têm sido visíveis vários focos de poluição no rio. Esta situação merece a preocupação da população de Tomar e dos seus autarcas, sendo uma causa transversal à população tomarense”, referiam na altura os deputados socialistas.

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