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Uma vida ao serviço do associativismo de Vialonga
Foto O MIRANTE Francisco Bordalo diz que a esposa tem sido a mais sacrificada pelo seu apego ao associativismo

Uma vida ao serviço do associativismo de Vialonga

O Movimento Associativo da Freguesia de Vialonga celebrou 11 anos de vida e O MIRANTE aproveitou para falar com Francisco Bordalo, dirigente dessa plataforma e um homem que tem dado muito do seu tempo a essa causa. “Fiz muitos sacrifícios mas quando nos dedicamos a isto é para levar até ao fim”, diz.

Edição de 25.01.2018 | Cultura e Lazer

“É uma maluquice ser dirigente associativo”. Foi este o mote que marcou o 11º aniversário do Movimento Associativo da Freguesia de Vialonga (MAFV), celebrado no dia 17 de Janeiro, no salão nobre da Junta de Freguesia de Vialonga. Composto pelas 21 associações e colectividades de Vialonga, o MAFV funciona como uma plataforma de ajuda ao movimento associativo, contando na sua estrutura com vários dirigentes “muito antigos” que colocam a sua experiência à disposição de todas as associações que precisem.
Francisco Bordalo é um desses dirigentes. Aos 73 anos este antigo distribuidor de cerveja leva mais de 30 anos a trabalhar em associações da freguesia. Esteve 12 anos na direcção do Grupo Desportivo de Vialonga, 10 anos na Associação de Dadores de Sangue de Vialonga, e mais recentemente aventurou-se na direcção da Associação de Reformados, Pensionistas e Idosos de Vialonga, ao mesmo tempo que dirige a MAFV. Por onde passou fez de tudo um pouco, desde conduzir as carrinhas dos juvenis e dos juniores para os jogos ao domingo de manhã, a meter mãos à obra para construir a nova sede dos Dadores de Sangue. “Fiz muitos sacrifícios, mas quando nos dedicamos a isto é para levar até ao fim”, explicou a O MIRANTE.
Apesar do orgulho em todo o trabalho realizado, reconhece que a mulher foi a maior sacrificada e é com alguma mágoa que fala dos muitos fim-de-semanas em que a deixou sozinha em casa, ou das discussões que tinha depois de um dia inteiro a construir prateleiras na sede dos Dadores de Sangue. “Eu sei que muitas vezes ela tem razão, mas ela sabe como sou e as coisas têm de ser feitas”, desabafa.
Francisco Bordalo acredita que qualquer um é capaz de desempenhar funções de dirigente associativo, bastando para isso “ter vontade”. No entanto, admite que a grande maioria dos dirigentes actuais só está nas associações para beneficiar do estatuto e já não se preocupam em fazer crescer a associação e melhorar as condições para todos os associados. Encontrou alguns desses exemplos nas direcções por onde passou e para esses arranjou sempre forma de “dar uma lição pedagógica”. “Quando estava no GDV tinha uns dirigentes que só queriam o cartão para ir ver o futebol de graça. Um dia virei-me para o porteiro e disse para lhes tirar o cartão, foi remédio santo”, contou.
Enquanto presidente do MAFV, coube a Francisco Bordalo ser o anfitrião de uma cerimónia que contou com um apontamento musical do grupo de flautas da Orquestra de Vialonga e com o tradicional bolo do aniversário. Apesar do momento ser de celebração, o MAFV não quis deixar de prestar homenagem às vítimas mortais do incidente acontecido na Associação Recreativa de Vila Nova da Rainha, em Tondela, cumprindo um minuto de silêncio.

Uma vida ao serviço do associativismo de Vialonga

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