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Quando votamos é sempre em alguém escolhido por uma dúzia de activistas

Edição de 25.01.2018 | O MIRANTE dos Leitores

Ando há anos e anos a ouvir falar da importância dos partidos políticos para a democracia e não contesto. O problema é que os partidos políticos estão reféns de uns tantos activistas que blindaram aquilo tudo.
As recentes eleições para algumas concelhias do Partido Socialista no distrito de Santarém confirmam os meus receios. Os presidentes foram eleitos por entre 20 a 50 votos.
Na prática isso quer dizer que quando chegar a altura das eleições autárquicas, ou para a Assembleia da República, nunca vamos escolher os cidadãos mais capazes, alguns dos quais conhecemos bem, mas sim alguém que foi trepando na organização dos respectivos partidos, em escolhas e eleições decididas por uma dúzia de militantes mais activos. Pode ser que essa pessoa seja capaz mas o mais habitual é que o não seja. É como andar a comprar fruta que ficou no fundo da caixa, mal comparado.
Conheço algumas pessoas bem preparadas e bem intencionadas que acharam ser tempo de participar e se inscreveram em partidos políticos (as que conheço foram, uma para o PS e outra para o PSD). Demitiram-se ao fim de algum tempo porque acharam que o sistema interno estava viciado para saírem sempre os mesmos cromos. Pelo que vou lendo e vendo acho os relatos delas credíveis...e assustadores.
João Lucas Bento

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