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PS de Benavente sem dinheiro para pagar água e luz da sede

Facturas têm sido suportadas por vereadores e alguns militantes

Edição de 25.01.2018 | Política

Durante a última campanha eleitoral a sede do Partido Socialista (PS) de Benavente esteve sem água nem luz porque não houve dinheiro para pagar as facturas. E só em Dezembro é que começaram a ser feitas diligências para que o espaço pudesse voltar a ter esses serviços.
A situação aconteceu devido a uma medida de contenção de custos por parte da concelhia socialista de Benavente, já que o dinheiro que vem da Federação Distrital de Santarém, liderada pelo deputado António Gameiro, é pouco para fazer face a todas as despesas. Qualquer coisa como 200 euros nos últimos quatro anos, diz Pedro Pereira, presidente daquela concelhia e vereador na Câmara de Benavente.
O autarca explica que a água e a luz na sede do partido foi cortada “apenas durante a campanha” e por uma questão de contenção de custos. Mas afirma que a situação está já a ser normalizada. “Durante a campanha foram-nos cedidas duas sedes a campanha a custo zero, uma em Samora Correia e outra em Benavente, não fazia sentido estar a ter despesa naquele local, porque mesmo sem consumos registados temos sempre os custos fixos para pagar. Por isso fechámos e aproveitámos os dois novos locais, que até estão em locais mais visíveis e próximos da população”, diz Pedro Pereira.
“O dinheiro que nos mandam da federação não chega para as despesas, quem tem suportado as facturas da luz e água tem sido o Luís Semeano (vereador no último mandato), eu e o presidente da assembleia geral. Tudo do nosso bolso e sem ajudas. Dos militantes que temos em Benavente só 46 pagam e mesmo assim por ter sido ano de eleições”, lamenta Pedro Pereira.
O assunto veio a lume na última semana na sequência da corrida à presidência da concelhia de Benavente, em que Pedro Pereira foi reeleito, depois de vários militantes da outra lista tentarem realizar uma reunião na sede do partido e se terem, alegadamente, deparado com o espaço sem luz nem água. “Sentimos uma revolta enorme [por ver a sede sem água nem luz]. O PS é uma organização política importante e estamos a dar mostras de não saber gerir a nossa própria casa, daí um grupo de militantes querer mudar o estado de coisas”, refere.
Já Pedro Pereira garante que a lista adversária tinha conhecimento das diligências que estavam a ser feitas para dotar a sede com água e luz novamente.

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