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Presidente da Golegã revela dívidas do município para arrasar gestão do antecessor
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Presidente da Golegã revela dívidas do município para arrasar gestão do antecessor

Águas de Santarém ameaça recorrer ao tribunal para reclamar 271 mil euros. EDP e Resitejo são outros dos credores do município da Golegã com muitos milhares de euros a haver. Veiga Maltez não poupa Rui Medinas no boletim municipal.

Edição de 25.01.2018 | Política

A última edição do boletim oficial da Câmara da Golegã arrasa a gestão da autarquia no anterior mandato, quando era liderada por Rui Medinas (PS), estando plasmadas nas suas páginas informações sobre dívidas do município a diversas entidades, como a Águas de Santarém, a EDP ou a Resitejo, que só nestes três casos ultrapassam o milhão de euros. O novo presidente da câmara, José Veiga Maltez (PS), vai acertando contas com o seu ex-delfim Rui Medinas, que lhe sucedeu no cargo em 2013 e com quem se incompatibilizou na altura. Medinas, recorde-se, decidiu não se recandidatar ao cargo em 2017 por razões pessoais, abrindo caminho ao regresso de Veiga Maltez.
As desavenças entre os dois são agora ilustradas com números e com documentos no boletim municipal, como a cópia de um ofício da administradora executiva da empresa municipal Águas de Santarém, Teresa Ferreira, datado de 28 de Novembro de 2017, onde se reclama o pagamento de uma dívida de 271 mil euros à Câmara da Golegã e se ameaça recorrer ao tribunal.
Essa dívida é referente ao acordo estabelecido entre os municípios da Golegã e de Santarém e a empresa Águas de Santarém, no âmbito da tranferência da freguesia do Pombalinho do concelho de Santarém para o da Golegã, em 2013. A Águas de Santarém ainda é a proprietária da rede de abastecimento de água no Pombalinho e garante o funcionamento da ETAR e da estação elevatória de esgotos da aldeia a troco de uma renda mensal pelo aluguer desses equipamentos na ordem dos 4.725 euros. Nesse acordo, a Câmara da Golegã ficou ainda de pagar à Águas de Santarém 22.346 euros pelos contadores digitais instalados pela Águas de Santarém na freguesia.
A administradora da Água de Santarém confirma ao nosso jornal a existência dessa dívida e garante que durante o anterior mandato foram efectuados vários contactos com a Câmara da Golegã no sentido da resolução do problema. Teresa Ferreira diz que o tribunal será sempre “o último recurso” e mostra-se convicta que será possível chegar a um entendimento com o novo executivo da Golegã.
Mais bem encaminhada parece estar a questão da dívida à EDP Comercial e EDP Universal. Após reuniões com responsáveis dessas empresas, no dia 23 de Novembro de 2017, a Câmara da Golegã conseguiu negociar um acordo de pagamento da dívida na ordem dos 509 mil euros e assim “evitar a interrupção do fornecimento de energia eléctrica pública ao concelho”, conforme se lê no mesmo boletim, onde surge uma fotografia dessa reunião.
A RESITEJO - Associação de Gestão e Tratamento dos Lixos do Médio Tejo é outra das credoras da Câmara Municipal da Golegã com avultada soma para receber. Segundo o boletim, transitaram do anterior mandato 260 mil euros por pagar à entidade que garante a recolha e tratamento de resíduos sólidos urbanos. No anterior mandato, a Câmara da Golegã era vice-presidente da RESITEJO que agrega diversos municípios da região.

O silêncio de Medinas
O MIRANTE contactou Rui Medinas para lhe pedir um comentário sobre o conteúdo do boletim municipal onde é particularmente visado, tendo o ex-autarca referido que não ia prestar qualquer declaração sobre o assunto.

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