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Falta de civismo ajuda à decadência do centro histórico de Santarém
Foto O MIRANTE

Falta de civismo ajuda à decadência do centro histórico de Santarém

Presidente da Associação Comercial e Empresarial da cidade diz que cidadãos devem ser envolvidos na estratégia de requalificação da zona mais antiga e critica estacionamento anárquico como uma das maleitas da zona.

Edição de 25.01.2018 | Sociedade

“Existe muita falta de civismo nesta cidade e a culpa não pode morrer solteira. Todos temos uma quota de responsabilidade pela desertificação do centro histórico da cidade de Santarém. Talvez este seja o momento indicado para repensarmos o que queremos para a cidade”. As palavras são de Hugo Pedrosa, presidente da Associação Comercial e Empresarial de Santarém (ACES), que participou no debate “Mobilidade e Estacionamento no Planalto de Santarém”, que decorreu na tarde de 18 de Janeiro, no Teatro Taborda, em Santarém. Na sala estiveram presentes comerciantes, empresários, elementos do movimento associativo e políticos.
Hugo Pedrosa exemplificou que uma das ruas com mais comércio e mais movimento no centro histórico da cidade – o troço da Capelo Ivens até ao cruzamento com a Rua Guilherme de Azevedo – não está aberta ao trânsito. “É a prova de que as ruas sem trânsito têm pessoas. A Rua Guilherme de Azevedo está aberta ao trânsito e vemos os carros estacionados em cima do passeio prejudicando a circulação dos peões. Temos todos que pensar o que queremos para a cidade daqui a 20 anos. Temos que olhar para exemplos como a cidade do Porto que há duas décadas era velha, suja e não tinha pessoas. Hoje é um dos principais destinos do país”, referiu, acrescentando que se devem envolver os cidadãos nestas decisões.
O arquitecto António Forte, morador no centro histórico de Santarém há 56 anos, confessou-se “cansado” de chamar “há anos” a atenção para soluções testadas noutras cidades sem que nada se tenha feito para inverter a degradação da zona histórica de Santarém. “Tem que se envolver os cidadãos e as associações para que se avance com uma recuperação a sério no centro histórico”, disse.
O vereador da Câmara de Santarém com o pelouro do trânsito, Ricardo Rato, recordou os projectos aprovados no âmbito do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU) e que vão, até 2020, permitir a intervenção em várias artérias e largos da cidade. Segundo o autarca, as intervenções irão permitir resolver algumas das situações que António Forte ilustrou com fotografias de espaços da cidade com piso degradado, passeios vedados à circulação das pessoas, sarjetas por limpar e onde vivem sobretudo pessoas idosas.

Falta de civismo ajuda à decadência do centro histórico de Santarém

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