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Jovens fogem do centro histórico de Santarém e só o usam como ponto de passagem
Foto O MIRANTE

Jovens fogem do centro histórico de Santarém e só o usam como ponto de passagem

Centro comercial ao ar livre ou estabelecimentos com jogos são vistos como atractivos.

Edição de 25.01.2018 | Sociedade

São cada vez menos os jovens que usufruem do centro histórico de Santarém preferindo outras zonas da cidade para passar os seus tempos livres. Muitos resumem a utilização do centro da cidade à simples passagem no caminho entre casa e a escola ou para encurtarem caminho a pé para outros locais. E há até quem confesse que só passou algum tempo nesta parte da cidade uma única vez.
Num inquérito de O MIRANTE a alguns jovens da cidade há respostas surpreendentes, como é o caso da de Leandro Nunes. O jovem, de 19 anos, garante que só esteve uma vez a passar algum tempo no centro histórico e foi “por acaso”. Justifica o seu afastamento do espaço nobre da cidade pelo facto de não gostar muito de museus e conventos e para o jovem essa parte da cidade apenas representa história e monumentos.
A maioria dos jovens admite percorrer as ruas da zona histórica da cidade apenas uma ou duas vezes por semana, preferindo conviver nos espaços limítrofes, onde encontram actividade e distracções mais apelativas. E entre as opções preferidas está o centro comercial W Shopping, situado às portas da zona histórica. “O centro histórico tem poucas lojas interessantes, não tem nada para ver”, considera Sara Ribeiro, 18 anos, que prefere o centro comercial para se encontrar com os amigos, socializar e entreter-se, com a vantagem de ser um espaço coberto onde há lojas, cinema, espaços de restauração e internet gratuitas através da rede wireless (sem fios).
Afinal o que precisa de ter o centro histórico para atrair a juventude.
Vários jovens apontam a necessidade de haver mais lojas com artigos destinados aos mais novos. Outros gostariam de ver espaços agradáveis onde se pudesse jogar bilhar, snooker ou setas. Hugo Martinho, que até reside no centro histórico mas que dele praticamente usufrui apenas nas deslocações a pé, considera que seria interessante existir nessa área uma espécie de centro comercial ao ar livre. Aliás, essa ideia chegou a ser defendida há muitos anos por autarcas mas não passou disso mesmo.
Hugo Martinho diz notar que há cada vez menos jovens a percorrer as ruas do centro. Mas este jovem de 19 anos ressalva que nem tudo está mal nessa parte da cidade. O sítio “onde vivo é o melhor sítio”, realça, explicando que “é o local da cidade que tem a melhor vista e é o mais seguro de Santarém”.
Ao contrário de Hugo, Beatriz Bernardo, 20 anos, não se via a viver no centro histórico nem que lhe pagassem. É demasiado sossegado para ela e está longe de quase tudo. A maioria dos jovens optaria por viver noutras zonas da cidade ou até na periferia, como é o caso de Filipe Chora, 19 anos, que preferia viver numa zona mais próxima do campo. “No centro histórico estou próximo e ao mesmo tempo estou longe de tudo”, diz admitindo que a falta de estacionamento gratuito “é uma agravante”. O que “dificulta a sobrevivência de negócios que poderiam atrair os jovens”.

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