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Banda de Vale do Paraíso comemorou 35 anos com lançamento de CD
Dedicação. Dos mais novos aos mais velhos a amizade é o denominador comum da banda - foto O MIRANTE

Banda de Vale do Paraíso comemorou 35 anos com lançamento de CD

Filarmónica do concelho de Azambuja é um ponto de encontro de várias gerações unidas pela amizade e amor à música.

Edição de 01.02.2018 | Cultura e Lazer

Foi ao som de vários instrumentos que a Banda de Música da Associação de Desportos e Recreio “O Paraíso”, de Vale do Paraíso, concelho de Azambuja, comemorou no domingo, 28 de Janeiro, o 35.º aniversário.
A banda nasceu no dia 23 de Janeiro de 1983 e actuou pela primeira vez em público a 28 de Outubro desse ano. Avelino Silva Quitério, 75 anos, é o elemento mais velho da banda e estava presente nesse dia. “Isto é mais que paixão, é um amor. A minha família foi sempre de músicos e o que me faz permanecer nesta banda é a amizade, o convívio e saber ler a música. Tenho ensinado muitos miúdos e gosto muito de cá estar”.
Um sentimento partilhado por Maria Inês Oliveira, a mais nova da banda. “Agora tenho 11 anos mas estou cá desde os sete. Gosto muito de tocar flauta e espero ficar cá até ficar velhinha”, afirmou a O MIRANTE.
A batuta nas mãos do maestro Francisco Pereira Pinto marcou o ritmo e orientou os cerca de 50 elementos que constituem a banda. Na plateia, destaque para a presença do vereador António José Mateus de Matos e de vários presidentes de associações locais.
Durante o concerto foram exibidas ao público algumas das peças musicais presentes no terceiro CD apresentado pela banda. O novo álbum foi gravado nas instalações da Academia Almadense, em Almada, teve um custo de produção de 2.000 euros, sendo que a Câmara de Azambuja comparticipou com metade do valor. O novo trabalho discográfico teve uma tiragem de 500 exemplares e está disponível em todos os estabelecimentos comerciais de Vale do Paraíso, bem como na junta de freguesia.
Apesar da maior parte dos elementos da banda ter idades entre os 10 e os 30 anos, João Marques, um dos seccionistas da filarmónica de Vale do Paraíso, admite que cada vez é mais difícil arranjar novos membros. “Nós sentimos que os miúdos têm muitas mais distrações e que quem vem para a banda é porque têm familiares cá”, explica.
Mas esta não é a maior dificuldade com que esbarram. As contas da Banda são geridas ao pormenor e os apoios não chegam para tudo. “Os subsídios da câmara são insuficientes para nos manter. A Banda tem uma despesa fixa, sem qualquer encargo adicional, a rondar os 10 mil euros por ano e recebemos do município 2.000 mil euros por ano. Portanto temos de fazer muito mais do que esperar pelos subsídios”, diz o mesmo dirigente.

Amizade é imagem de marca
Francisco Pereira Pinto é natural de Guimarães, vive em Almada e é o maestro da A.D.R. “O Paraíso” há 19 anos. O músico que em 2007 foi distinguido com a medalha de Mérito Cultural pela Câmara Municipal do Seixal conta com passagens por várias filarmónicas, mas em conversa com O MIRANTE admitiu que esta banda é especial. “Tem uma particularidade que não encontrei em mais lado nenhum, a amizade. Trabalho com eles há 19 anos e sinto que faço parte desta família. É um orgulho poder pertencer à A.D.R. “O Paraíso”.

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