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Estudo aponta soluções para 31 pontos negros nas estradas da Lezíria do Tejo
O ministro do MAI, Eduardo Cabrita (à direita) com o Secretário de Estado das Autarquias Locais, Carlos Miguel, e o presidente da CIMLT, Pedro Ribeiro - foto O MIRANTE

Estudo aponta soluções para 31 pontos negros nas estradas da Lezíria do Tejo

Municípios e Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária assinaram protocolo visando a redução do número de acidentes de viação e de vítimas mas nem todas as soluções propostas merecem a concordância dos autarcas.

Edição de 01.02.2018 | Sociedade

Os autarcas dos 11 municípios da Lezíria do Tejo não concordam com algumas das medidas correctivas propostas para os 31 pontos negros de segurança rodoviária identificados num estudo apresentado recentemente. Isso mesmo foi admitido pelo presidente da Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo (CIMLT), Pedro Ribeiro, a O MIRANTE, dias depois da assinatura do protocolo entre a CIMLT e a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) para a adopção de medidas que permitam reduzir a sinistralidade rodoviária na região em 8% até 2020. Essa cerimónia decorreu no dia 23 de Janeiro e contou com a presença do ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, e dos secretários de Estado das Autarquias Locais, Carlos Miguel, e da Protecção Civil, José Artur Neves.
De acordo com o presidente da CIMLT, para o mesmo problema existem várias soluções possíveis com os mesmos custos. Por isso, é possível que nem todas as medidas sejam implementadas pelos municípios. “Como presidente da Câmara de Almeirim, por exemplo, tenho outras soluções para a Rua Padre António Vieira (Almeirim) que terão os mesmos custos e os mesmos objectivos”, admite Pedro Ribeiro, referindo que na maioria dos 11 municípios não há fundos comunitários para financiar essas intervenções. O autarca espera, por isso, que a administração central venha a comparticipar na implementação das medidas e “daqui a alguns anos se possa fazer um balanço de menos sinistralidade, menos mortos e menos feridos” nas estradas da região.
O estudo encomendado à empresa Optimyze prevê um investimento de mais de dois milhões de euros para solucionar os principais problemas detectados nos 11 municípios da Lezíria, e vão desde o mau estado de conservação da estrada à falta de sinalização. “As intervenções a realizar devem procurar reduzir a gravidade de eventuais acidentes e adequar velocidades, através da transmissão de estímulos à condução que levem, sem grande esforço mental, o condutor a modificar o seu comportamento, adequando a sua condução à realidade do local”, refere o estudo.

EN 118 com dez pontos negros
Dos 31 pontos problemáticos que abrangem todos os concelhos da Lezíria do Tejo, dez são na Estrada Nacional (EN) 118 (nos concelhos de Benavente, Salvaterra de Magos, Almeirim, Alpiarça e Chamusca), segundo uma avaliação da ANSR feita entre 2010 e 2016.
António Torres, secretário executivo da CIMLT, afirmou que o Plano Intermunicipal de Segurança Rodoviária da Lezíria do Tejo inclui medidas como a melhoria da sinalização e da iluminação pública, para a redução da velocidade nos pontos mais críticos e a requalificação de pavimentos, mas também acções de educação nas escolas e junto de populações idosas e de trabalhadores agrícolas (neste caso, visando essencialmente a redução de acidentes com tractores).

Iniciativa para replicar no país

O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, afirmou após a assinatura do protocolo “precursor” entre a CIMLT e a ANSR, para a promoção da segurança rodoviária nos 11 municípios da Lezíria do Tejo, querer replicar esta iniciativa noutras regiões do país até 2020. Um exemplo, refere Eduardo Cabrita, é o caso da EN 118, que graças ao protocolo assinado terá uma abordagem conjunta.

Mais mortos na estrada em 2017

Em 2016, a região da Lezíria do Tejo apresentou uma média de 12,5 mortos por 100 mil habitantes na sequência de acidentes de viação, quando a média na União Europeia é de 5 (5,7 em Portugal), estimando-se que o valor se agrave em 2017 para 13,7 mortos por 100 mil habitantes.

Estudo aponta soluções para 31 pontos negros nas estradas da Lezíria do Tejo

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