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Maioria dos edifícios das colectividades de Tomar não tem licença de utilização

Vice-presidente do município alerta para a necessidade de não se facilitar nessa área e diz que os dirigentes associativos têm de ser mais rigorosos.

Edição de 01.02.2018 | Sociedade

“A grande maioria das cerca de duas centenas de associações do concelho de Tomar não tem licença de utilização dos seus edifícios. Estamos a fazer um esforço para que seja tudo legalizado mas, infelizmente, ainda há quem considere que se pode facilitar”. A afirmação é do vice-presidente da Câmara de Tomar, Hugo Cristóvão (PS), em resposta à recomendação da vereadora Célia Bonet (PSD), para que seja criado um grupo técnico de trabalho com vista ao levantamento de todas as colectividades do concelho para que os seus espaços possam ser regularizados.
Hugo Cristóvão informou também que com a revisão do Plano Director Municipal (PDM) vai ser possível legalizar a maioria dos edifícios das colectividades. O vice-presidente alertou ainda para a necessidade de todos os eventos, sem excepção, necessitarem de ter licença mas que isso ainda não acontece. “Os dirigentes associativos têm que ser mais rigorosos. Não pode ser só organizar caminhadas e festivais e não pedirem licença para o evento. Temos que ser todos rigorosos para evitar que situações como as que aconteceram em Tondela voltem a acontecer”, alertou.
A presidente da Câmara de Tomar, Anabela Freitas (PS), esclareceu que o município organizou, no ano passado, uma acção de formação que contou com a participação de elementos da Protecção Civil, GNR e PSP que alertou para as medidas de auto-protecção. “Das centenas de associações do concelho só apareceram dez dirigentes. Apesar da adesão não ter sido grande ainda enviamos para todas as associações um panfleto que explicava tudo o que foi falado na acção de formação”, explicou a autarca que acrescentou que em Março vão realizar nova acção de formação sobre o tema.
O vereador José Delgado (PSD) afirmou que compete a todo o executivo municipal alertar os dirigentes associativos para estas situações uma vez que muitos não têm conhecimento das regras legais. “A maioria dos dirigentes está nos cargos por carolice e nem sempre sabe das implicações legais pelas quais são responsabilizados caso alguma coisa corra mal”, alertou.

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