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Nova empresa é a mais viável solução para meia centena de trabalhadores da OurémViva
Luís Albuquerque

Nova empresa é a mais viável solução para meia centena de trabalhadores da OurémViva

Município de Ourém espera que Tribunal de Contas aceite esta via para evitar despedimentos

Edição de 08.02.2018 | Política

A solução da Câmara de Ourém para a meia centena de trabalhadores da extinta empresa municipal OurémViva, que não vão ser integrados no município, é a criação de uma nova empresa municipal. O que só será possível se o Tribunal de Contas visar a constituição desta empresa de capitais públicos. Mas o presidente da câmara, Luís Albuquerque, está esperançado que tal é possível porque a área em que a empresa vai operar - serviços de Actividades de Tempos Livres e gestão de museus e cinemas do concelho - tem viabilidade económica.
“São áreas que têm rentabilidade financeira porque os pais têm que pagar pelos ATL e os museus e cinema também são pagos, logo vão existir receitas, o que torna a empresa mais rentável. Estou confiante que o Tribunal de Contas autorize a criação da nova empresa”, disse o autarca a O MIRANTE.
O município tem de entregar até final de Março um estudo de viabilidade económica ao Tribunal de Contas para evitar que os funcionários fiquem no desemprego. Se o visto não for concedido a autarquia não tem para já um plano B e tem de estudar outra solução. Apesar disso, Luís Albuquerque garante que nenhum funcionário vai para o desemprego.
Esta meia centena de trabalhadores da antiga OurémViva ficou de fora do processo de regresso das funções que executava para a gestão da câmara. A autarquia vai internalizar 106 trabalhadores da OurémViva, no dia 1 de Março, e no dia 1 de Junho passam mais 30 para os quadros do município. “A OurémViva foi extinta mas está a decorrer o seu processo de liquidação, o que pode durar até um ano. Durante este período os funcionários continuam a receber o seu vencimento salarial. A nossa intenção é que nenhum funcionário fique no desemprego. É para isso que estamos a lutar e a trabalhar”, sublinhou o presidente do município.
Recorde-se que, como O MIRANTE noticiou (edição 31 Outubro 2017), o Tribunal de Contas recomendou o encerramento da empresa municipal até Dezembro de 2016 mas tal não aconteceu. Na altura, Albuquerque, que tinha acabado de tomar posse como presidente do município, afirmou só ter tomado conhecimento total do assunto depois de tomar posse. “Preocupa-nos muito este processo porque estão em causa 190 postos de trabalho”, afirmou Luís Albuquerque no final de Outubro do ano passado.

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