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Pai e filho são campeões a criar mandarins
Gaspar e José partilham o entusiasmo pelos pássaros

Pai e filho são campeões a criar mandarins

José e Gaspar Brogueira voaram até Itália com os seus pássaros para participar no Campeonato do Mundo de Ornitologia e trouxeram para a Golegã duas medalhas de ouro e uma de prata. A criação de aves passou de pai para filho.

Edição de 08.02.2018 | Sociedade

José e Gaspar Brogueira são pai e filho, partilham o entusiasmo pela criação de aves e em Janeiro último conquistaram duas medalhas de ouro e uma de prata no Campeonato do Mundo de Ornitologia em Cesena, Itália, com os seus diamantes mandarins. Residentes na Golegã são referência mundial na criação dessas pequenas aves originárias da Austrália.
Gaspar Brogueira tem 31 anos, é engenheiro informático e começou a gostar de aves por influência do pai, José Brogueira, chefe na Polícia de Segurança Pública, que com apenas onze anos se dedicou à criação de pombos. Depois veio a criação de canários durante vinte e sete anos, antes de chegar aos diamantes mandarins. “A criação de pássaros foi sempre um passatempo que me ajudou a descontrair e a sentir-me mais próximo do que a natureza tem de melhor”, diz José.
Gaspar herdou o gosto pela criação de pássaros e desde 2007 que se dedica à criação de diamantes mandarins. José Brogueira faz equipa com o filho e assegura os cuidados diários aos mandarins, visto que Gaspar só pode estar presente na Golegã aos fins- de-semana, por trabalhar em Lisboa.
“Estar com os mandarins, apreciá-los, tratá-los e mostrá-los em exposições é um passatempo muito gratificante, pela calma, pela beleza e pelo convívio com criadores de todo o mundo”, destaca o filho. Gaspar pesquisa e contacta com outros criadores, para apurar as formas de cruzar os mandarins, cuja criação com diferentes mutações permite ter aves com várias cores e desenhos de plumagens.
A equipa Brogueira integra o Clube Ornitófilo Ribatejano, com sede no Entroncamento, que faz parte da Federação Ornitológica Portuguesa. A quota anual é de quinze euros e dá acesso a ter uma anilha com um código que identifica o criador e que lhes permite participar nos campeonatos nacionais e internacionais.
Gaspar e José Brogueira dizem que para se ser criador de diamantes mandarins basta gostar e ter tempo para cuidar dos pássaros. O grande desafio dos campeonatos, refere Gaspar, é mostrar os mandarins com a plumagem mais colorida, com boa condição, o que significa manter uma higiene das gaiolas muito cuidada, garantir uma boa alimentação, que inclua vitaminas e outros aditivos adequados, e ter carinho pelas aves.
José e Gaspar Brogueira contam que participam nos campeonatos internacionais sempre com a bandeira do município deaGolegã e sentem muito orgulho em mostrar que o Ribatejo é referência mundial na criação de diamantes mandarins. “Os mandarins Brogueira são referência para criadores internacionais, por isso as medalhas conseguidas este ano representam o reconhecimento da nossa dedicação a este passatempo”, explica José Brogueira.
Gaspar Brogueira defende que este passatempo o ajuda a descomprimir da agitação diária e das pressões do trabalho. “Quando estou a cuidar dos mandarins esqueço todas as complicações do quotidiano e ajuda-me a manter a ligação com a natureza”, conta.
Em Portugal há muitos criadores jovens, um facto notado por Gaspar Brogueira que nas participações no estrageiro regista criadores sobretudo reformados, que se dedicam à modalidade em exclusivo. Para o futuro a equipa Brogueira quer participar no Campeonato do Mundo de 2020, na Holanda. Um desafio que estão apostados em ganhar com o pleno de medalhas de ouro, na maior exposição de mandarins do mundo.

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