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Futsal do CAD está a sentir as dores do crescimento
Formação é a mais valia do club da Póvoa de Santa Iria

Futsal do CAD está a sentir as dores do crescimento

Clube Académico de Desportos da Póvoa de Santa Iria tem em actividade mais de 150 atletas inscritos no futsal, grande parte nos escalões de formação. Gerir toda a logística é uma tarefa complicada que vai sendo superada com o trabalho dos dirigentes e o apoio dos pais dos jovens atletas.

Edição de 14.02.2018 | Desporto

O futsal é a modalidade que mais se destaca no Clube Académico de Desportos (CAD), da Póvoa de Santa Iria, fundado em 18 de Março de 1984. Actualmente estão em actividade mais de 150 atletas divididos por 11 escalões, números que cada vez mais se tornam difíceis de suportar. “A logística de envolver mais de cem atletas é a nossa maior dificuldade. Estamos a falar de equipamentos, inscrições, lanches, coordenação dos treinos e muitas mais coisas”, confidenciou a O MIRANTE Paulo Barroca, presidente da direcção. Envolvendo os vários escalões de futsal, o clube tem uma despesa anual a rondar os 30 mil euros. Paulo Barroca reconhece que os pais dos atletas têm uma “importância muito grande no suporte do clube” e que sem eles tudo seria muito mais difícil.
Filliado desde 2001 na Associação de Futsal de Lisboa, o futsal do CAD tem vindo a crescer e a assumir um lugar de excelência. Da lavandaria à secretaria, em todas as divisões podem vislumbrar-se os vários troféus conquistados. Na vitrina sobressaem os títulos de Campeão Distrital da I Divisão em seniores, em 2007, de juvenis em 2011 e de iniciados em 2016. Não menos importantes, as conquistas de dois torneios extraordinários da Divisão de Honra em juniores em 2016 e 2017.
No bar do clube vende-se de tudo um pouco e no salão de convívio alguns dos sócios passam bons momentos de confraternização. Privilégio só ao alcance de clubes com instalações próprias, como é o caso do CAD, que desde Setembro de 2013 goza das suas. “A ambição de conquistas está muito ligada a termos um espaço só nosso. Quando eu apareci no clube, em 2000, já tinham este objectivo que aliavam à capacidade para atrair jovens. Basicamente só demos continuidade a esse trabalho já realizado”, afirmou Paulo Barroca.
O sucesso é algo que dá muito trabalho e no CAD todos têm plena noção disso. A aposta passa por trabalhar os escalões mais novos, pois dos petizes aos seniores é um “piscar de olhos”. Luís Pinho é engenheiro civil e está no CAD há seis anos. Treina os juniores há quatro anos, é coordenador da equipa sub-12 e ainda arranja tempo para treinar a equipa de iniciados. “Este ano estou a trabalhar com duas equipas que estão a disputar o apuramento de campeão. É muito gratificante, mas também desgastante”, afirmou. Luís admite que apesar de estar a lidar com idades diferentes, “a exigência é a única coisa que não muda”.
Um dos bons exemplos do trabalho feito nos escalões de formação do CAD é a equipa sénior. Todos os jogadores que a compõem já fizeram parte da formação do clube.

“Sonhar não custa e trabalhar muito menos”

O Clube Académico de Desportos nasceu a 18 de Março de 1984, e desde então o amor à camisola tem sido o principal impulsionador dos treinadores mas também dos atletas. Diogo Catalarranas tem 19 anos e representa o CAD desde os 12. O jogador da equipa de juniores vive em Alverca, trabalha em Lisboa e ambiciona entrar para a faculdade. Entre as muitas ocupações diárias ainda arranja tempo para se dedicar ao sonho de ser jogador profissional de futsal. “Admito que não são fáceis estas distâncias. Mas quando se corre por gosto não se cansa. Sonhar não custa e trabalhar muito menos”, garantiu.

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