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Guerra de boletins na Golegã
Rui Medinas

Guerra de boletins na Golegã

Ex-presidente da Câmara da Golegã responde à letra às acusações do seu sucessor. O socialista Rui Medinas reagiu às críticas à sua gestão, publicadas no último boletim oficial do município, com outro boletim onde dá a sua versão dos factos e lança críticas e acusações ao actual presidente Veiga Maltez.

Edição de 14.02.2018 | Política

O ex-presidente da Câmara da Golegã, o socialista Rui Medinas, respondeu à letra ao actual presidente da autarquia, Veiga Maltez, igualmente eleito pelo PS, publicando um boletim onde refuta as acusações de que foi alvo no último boletim oficial do município, datado de Dezembro de 2017.
O título da publicação de Medinas, onde o próprio surge em grande plano na capa, intitula-se “A verdade sobre a manipulação e a mentira” e é um somatório de alegações e críticas ao seu sucessor, de quem foi delfim e vice-presidente do município durante alguns anos.
Rui Medinas acusa Veiga Maltez de procurar fazer crer aos munícipes, “de forma perversa e mal-intencionada”, que encontrou a Câmara da Golegã numa grave e séria situação financeira. Situação, diz Medinas, que no final do último mandato era até melhor do que em 31 de Dezembro de 2013, poucos meses depois de Maltez deixar a câmara devido à lei de limitação de mandatos.
Quanto ao elevado montante das dívidas a algumas empresas, como a EDP, Resitejo e Águas de Santarém, Medinas reconhece que as mesmas existem mas recorda que, por exemplo, no caso da EDP, a quem a autarquia devia cerca de meio milhão de euros, houve pagamentos efectuados e nunca esteve em causa o corte da iluminação pública.
Já quanto à Resitejo, Medinas assume que a dívida à empresa que gere o aterro sanitário da Carregueira passou de 164 mil euros para 235 mil euros entre Outubro de 2013 e Outubro de 2017, para deixar também claro que a dívida não nasceu com ele enquanto presidente. No que toca à dívida à Águas de Santarém, na ordem dos 271 mil euros, Medinas limita-se a recordar que o contrato entre a Câmara da Golegã e a empresa municipal escalabitana, que contempla o pagamento de uma renda mensal e vitalícia pela utilização de redes e equipamentos no Pombalinho, foi aprovada por unanimidade no anterior mandato tanto na Câmara como na Assembleia Municipal da Golegã, sendo este último órgão presidido na altura por Veiga Maltez.
Essa dívida é referente ao acordo estabelecido entre os municípios da Golegã e de Santarém e a empresa Águas de Santarém, no âmbito da tranferência da freguesia do Pombalinho do concelho de Santarém para o da Golegã, em 2013. A Águas de Santarém ainda é a proprietária da rede de abastecimento de água no Pombalinho e garante o funcionamento da ETAR e da estação elevatória de esgotos da aldeia a troco de uma renda mensal pelo aluguer desses equipamentos na ordem dos 4.725 euros. Nesse acordo, a Câmara da Golegã ficou ainda de pagar à Águas de Santarém 22.346 euros pelos contadores digitais instalados pela Águas de Santarém na freguesia.

Ódio e vingança

No texto que abre o boletim, que chegou nos últimos dias às caixas de correio dos munícipes, Rui Medinas diz que já contava com ataques de Veiga Maltez à sua gestão. “É minha convicção que o faz de forma obsessiva por questões de ódio e de vingança porque ainda não conseguiu ‘virar a página’ do que aconteceu nos últimos cinco anos, ou seja, que legítima e democraticamente cada um de nós seguiu caminhos diferentes, tendo ele sido derrotado na solução que encontrou para a câmara municipal, sendo por isso impedido de perpetuar a sua presidência por interposta pessoa, e tendo eu sido eleito presidente da câmara, cumprindo na íntegra o mandato que me conferiram e ter optado por não ser candidato em 2017”, escreve.

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