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Paulo Fonseca desapareceu de Ourém após as eleições e colegas pouco sabem dele
Paulo Fonseca, ex-presidente da Câmara de Ourém

Paulo Fonseca desapareceu de Ourém após as eleições e colegas pouco sabem dele

Ex-presidente da câmara impedido de se candidatar pelo tribunal está a viver em Santarém

Edição de 14.02.2018 | Política

O ex-presidente da Câmara de Ourém, que foi impedido pelo tribunal de se recandidatar, tendo sido substituído pela segunda da lista, deixou de aparecer no concelho e está a residir em Santarém, onde já passava algum tempo quando era autarca. Paulo Fonseca manteve-se como cabeça-de-lista até pouco tempo antes do acto eleitoral e o seu afastamento, devido ao facto de estar insolvente, contribuiu para que o PS tivesse perdido as eleições para o PSD. Os seus camaradas de partido, entre os quais autarcas, pouco sabem sobre o que ele anda a fazer e a maioria daqueles com quem O MIRANTE falou acredita que está desempregado.
Alguns autarcas socialistas da região, que têm tentado manter contacto com Fonseca, dizem que este pouco fala da sua vida, limitando-se a dizer que “anda por aí, a fazer umas coisas”. As pessoas ouvidas por O MIRANTE dizem que tentam saber alguma coisa dele para verem se podem ajudá-lo, mas referem que quando se toca no assunto este desvaloriza e muda de conversa. “Deve ser desconfortável para ele assumir que está desempregado, caso seja esse o caso”, referiu um camarada de partido que esteve nas listas às últimas eleições autárquicas, realizadas em Outubro do ano passado.
Em Ourém correm rumores de que presta serviços de consultadoria numa empresa em Lisboa. No entanto, pessoas mais próximas garantem que estará desempregado. Paulo Fonseca fez a campanha eleitoral acompanhando a sua substituta, Cília Seixo, mas após o dia das eleições desapareceu da cidade. A única vez que foi visto no concelho foi num jantar de Reis do PS de Ourém, no início deste ano, o que causou alguma surpresa. Após as eleições autárquicas, Paulo Fonseca trocou de número de telemóvel, afastou-se da política do seu concelho, não tendo qualquer cargo no PS local.

Daqui por cinco anos pode obter perdão de dívidas e ficar reabilitado
O ex-presidente autarca vai continuar impedido de se candidatar em 2021, se as suas dívidas não forem pagas entretanto. Depois de o Tribunal Constitucional, após vários recursos, ter confirmado a sua situação de inelegibilidade, o Tribunal do Comércio concluiu o processo de insolvência, já após as eleições. A juíza Maria Velez deu um prazo de cinco anos para uma decisão definitiva sobre a exoneração do passivo restante. Durante este período o ex-autarca tem de cumprir várias obrigações para poder ficar livre das dívidas de cerca de quatro milhões de euros. Entretanto foi-lhe definido um valor correspondente a dois salários mínimos para o “sustento condigno do insolvente e do seu agregado familiar”. Tudo o que receber a mais vai para os credores.
Para beneficiar do perdão de todas as dívidas que restarem ao fim dos cinco anos, Fonseca está obrigado a não ocultar nem dissimular quaisquer rendimentos que aufira e informar o tribunal de todos os rendimentos e património sempre que lhe seja solicitado. O socialista tem ainda de exercer uma profissão remunerada, não podendo abandoná-la sem motivo legítimo, bem como procurar profissão quando se encontre sem trabalho, não podendo recusar emprego para o qual esteja apto.

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