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Câmara de VFX diz que há situações anómalas no desaparecimento de dinheiro do Vilafranquense
DÚVIDAS. Problema da marina de Vila Franca de Xira está longe de ficar ultrapassado

Câmara de VFX diz que há situações anómalas no desaparecimento de dinheiro do Vilafranquense

Presidente do município não esconde a sua insatisfação pelo imbróglio da marina da cidade, de que falta pagar quase 287 mil euros. Sobretudo porque o dinheiro que a autarquia deu ao clube para pagar a sua parte desapareceu sem deixar rasto.

Edição de 14.02.2018 | Sociedade

O presidente da Câmara de Vila Franca de Xira, Alberto Mesquita (PS), admitiu na passada semana que houve um conjunto de “situações anómalas” no União Desportiva Vilafranquense (UDV) que “não se compreendem” e que levaram a que se perdesse o rasto a quase 170 mil euros dados pela autarquia para pagar a sua parte da construção da marina da cidade.
Recorde-se que aquando da conclusão da obra, em 2003, o município terá entregue ao então presidente do clube um cheque com a comparticipação financeira da câmara, que ronda os 170 mil euros, para que o pagamento ao construtor fosse realizado. Mas tal não terá acontecido.
Entretanto, o presidente do clube que à data tratou do assunto já faleceu e a comissão administrativa que gere o UDV também não sabe onde pára o dinheiro ou onde foi investido, por não haver documentação. Por esse motivo, Mesquita diz agora que o assunto deve ser tratado com pinças e com muita “discrição”, porque uma certeza é que a marina não pode sair da cidade.
“Vou ouvir o que a empresa nos tem para dizer e depois terá de vir a reunião de câmara uma solução. Nesta altura o clube pouco pode fazer. Nós temos umas ideias e vamos discuti-las com a empresa”, explica o autarca.
Mesquita falava na sequência das dúvidas da oposição face ao imbróglio. Sobre o assunto, a comissão administrativa do UDV já havia recusado tecer comentários. Em causa, recorde-se, está o futuro da marina de Vila Franca de Xira, gerida pela UDV no jardim Constantino Palha, que vai permanecer em suspenso.

Cidade arrisca-se a ficar sem a marina
Em causa está a possibilidade de a cidade ficar sem a marina, depois do construtor ameaçar retirar os pontões que permitem a atracagem dos barcos, uma medida extrema da empresa Lindley que está desde 2003 à espera de receber pela obra executada.
O clube e a câmara já se encontraram para discutir o problema – que Alberto Mesquita já reputou de “complicadíssimo” - e ficou decidida a realização de uma reunião a três, entre câmara, construtor e clube, para se tentar encontrar uma solução. O município já terá mostrado abertura para, nessa reunião, encontrar uma solução que seja “suportável e aceitável” para todas as partes.
A UDV já veio dizer que não consegue pagar o que é pedido e terá de ser a câmara a suportar a despesa. A marina tem capacidade para 84 embarcações e o problema foi suscitado pelo construtor no final de 2017, em carta enviada à UDV, fazendo notar que, se o pagamento não se concretizar, irá levantar os pontões da estrutura.

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