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Folião Serafim das Neves

Edição de 21.02.2018 | Emails do Outro Mundo

Não acredito que o tal aconselhamento do cardeal-patriarca de Lisboa aos católicos recasados para que optem pela abstinência sexual tenha muitos seguidores. A Igreja Católica também anda há centenas de anos a aconselhar os católicos a ir todos os domingos à missa, por exemplo, e as igrejas ainda não precisaram de obras de ampliação. E olha que ir à missa até parece mais fácil do que resistir às tentações da carne. A não ser, claro, que se opte por faltar à missa para mandar a abstinência sexual para o diabo, o que sempre será um dois em um em termos de pecado.
E já agora não te preocupes com uma eventual diminuição da natalidade. A maioria das católicas recasadas já não tem idade para ter filhos e além disso, tirando um famoso deputado Morgado que só fazia truca-truca para efeitos de reprodução e que foi gozado pela poeta Natália Correia por só ter dois filhos, a maioria dos católicos já descobriu os métodos anti-concepcionais há séculos. Tenho um casal jovem e sem filhos a morar aqui ao lado e eu bem oiço o que se passa nomeadamente depois deles chegarem da missa. Será que o incenso é afrodisíaco?
Tens razão quando criticas o alheamento das famosas Comissões de Protecção de Crianças e Jovens em relação ao Carnaval. Tu referes crianças a tiritar de frio em desfiles carnavalescos organizados por escolas e eu acrescento meninas em fato-de-banho a sambarem em desfiles a imitar os do Rio de Janeiro mas com temperaturas quase negativas. Onde é que estão os papás dessas crianças, muitos dos quais ameaçam o jornal com tribunais quando o filhinho ou a filhinha sai numa foto de uma reportagem feita no dia da escola?
Este ano os organizadores do Enterro do Galo da Chamusca decidiram não dar as quadras em que zurzem nas infidelidades lá da terra aos jornalistas de O MIRANTE. Eu até compreendo esse secretismo. Como o corno é sempre o último a saber, eles devem estar preocupados com a eventualidade de algum dos “enfeitados” ser surpreendido ao ler o jornal e poder dar-lhe uma coisa má. A prevenção da violência doméstica é sempre de elogiar.
Já fui ver o troço de 100 metros de ciclovia que passa junto à PSP de Santarém e concordo contigo. Efectivamente aquilo merece Guiness Book. E já agora deixo aqui uma sugestão aos autarcas que têm feito ciclovias que não são utilizadas. Porque não dar isenção de IMI, por exemplo, a quem as utilizar, pelo menos uma vez por mês? Era lindo, não era?!!
O que também poderia ser lindo era uma manifestação anti-taurina junto à Praça de Toiros Celestino Graça, em Santarém, no dia 17 de Março, quando ali estiveram a acontecer os dois festivais taurinos cujos lucros revertem a favor das vítimas dos incêndios em Pedrógão Grande. Será que os movimentos contra as touradas nos irão dar essa alegria? E os deputados que defendem o fim das touradas mas que também estão a favor da ajuda às pessoas atingidas pelos incêndios? Eu sugeria que eles comprassem bilhetes mas que ficassem cá fora a gritar e a barafustar. Era com certeza um momento de solidariedade exemplar. Era ou não era?
A Câmara de Abrantes foi despejada do Cine-Teatro S. Pedro pelos proprietários e agora anda a fazer os espectáculos que tinha programados por aqui e por ali. Na Chamusca, com a interdição da Praça de Toiros pela Inspecção dos Espectáculos, também já se fala em descentralizar as touradas de Quinta-Feira de Ascensão. A pouco e pouco estamos a voltar ao tempo dos espectáculos de saltimbancos que andavam de terra em terra. É o famoso regresso às origens, Serafim! Será que os pintores modernos que me têm pintado as paredes exteriores da casa seguirão esta nova tendência e irão pintar para as grutas nas montanhas?
Um abraço paleolítico
Manuel Serra d’Aire

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