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Movimento proTEJO elege equipa directiva e renova compromisso com o Tejo

Colectivo tem como uma das principais missões lutar contra a poluição do rio Tejo e dos seus afluentes.

Edição de 01.03.2018 | Economia

O Movimento pelo Tejo - proTEJO elegeu sábado, 24 de Fevereiro, uma nova equipa directiva até 2020, com elementos representativos de toda a bacia do Tejo, tendo os ambientalistas anunciado a “renovação do compromisso contra a poluição do rio Tejo e dos seus afluentes”.
O Conselho Deliberativo do proTEJO, fundado em 2009 e que agrega 41 membros, entre associações ambientalistas, autarquias e cidadãos, reuniu em Vila Nova da Barquinha. O porta-voz, Paulo Constantino, elencou à Lusa os desafios que se colocam aos objetivos globais de ter “um rio Tejo vivo e vivido” e que “passam pelas alterações climáticas, pela conectividade, qualidade e quantidade das águas, revisão dos caudais definidos na Convenção de Albufeira” e promoção de “debates, conferências e estudos de modelos para a retenção de água da bacia do Tejo”, entre outros.
A partir de agora juntam-se a Paulo Constantino e a José Moura, (da associação Ambiente em Zonas Uraníferas, de Nisa), como porta-vozes, Ana Brazão, do GEOTA (Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente), de Lisboa, que “detém um importante conhecimento técnico e científico enquanto coordenadora do projecto Rios Livres”, notou, tendo apontado para uma das vertentes que o proTEJO quer colocar na agenda nos próximos tempos.
“Agora que se fala em transformar o rio Tejo num Alqueva, com a construção de açudes e barragens que permitam a navegabilidade e a cultura de regadio, importa debater e conhecer quer os problemas estruturais no rio decorrentes dessas construções, quer também da poluição, que advirá da produção agrícola”, referiu o ambientalista.
O proTEJO aprovou ainda realização de várias iniciativas, entre elas uma concentração solidária para com Arlindo Marques e outros activistas alvo de processos judiciais, a decorrer a 19 de Maio junto ao cais fluvial de Vila Velha de Rodão. No mesmo dia decorrerá a sexta edição do ‘Vogar contra a indiferença’, no troço do Tejo entre Vila Velha de Rodão e as Portas de Rodão.
A realização de um concerto solidário para com Arlindo Marques, activista alvo de um processo judicial em que a empresa de celulose Celtejo reclama 250 mil euros por difamação, e o estabelecer de uma parceria com a Amnistia Internacional são outras das acções referidas por Paulo Constantino.

Os novos órgãos sociais
Para o biénio 2018-2020, João Machado, presidente da Junta de Freguesia de Vila Nova da Barquinha, foi eleito presidente do Conselho Consultivo. José Louza, da Eco-Cartaxo, assumiu o lugar de presidente da Mesa do Conselho Deliberativo, contando com António Costa, do Movimento Cívico Ar Puro, de Rio Maior, como vice-presidente, e de Arlindo Marques, do proTEJO, como secretário, função que acumula com a de coordenador da rede de vigilância do Tejo.

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