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Fogos, eleições autárquicas e poluição do Tejo

Edição de 01.03.2018 | Especial Retrospectiva

O ano de 2017 vai ficar gravado na história do país pela tragédia dos incêndios florestais que dizimaram floresta e vidas humanas como nunca antes tinha acontecido. A região não escapou ao flagelo, particularmente o norte do distrito de Santarém. O concelho de Mação, considerado modelar no ordenamento florestal, foi novamente fustigado e a paisagem cobriu-se de negro, tal como ocorreu em vastas áreas dos municípios de Abrantes, Ferreira do Zêzere e Sardoal, onde arderam milhares de hectares.
Outro flagelo recorrente é o da poluição no Tejo, situação que em 2017 foi agravada pelos baixos caudais próprios de um ano de seca severa. O fenómeno ganhou maior visibilidade graças ao trabalho de alguns activistas que aproveitaram as redes sociais para mostrar ao mundo o estado do rio. Nesse capítulo destacou-se Arlindo Consolado Marques, a quem O MIRANTE designou como “O incansável guardião do Tejo” no título da reportagem publicada em 2 de Março de 2017.
A falta de fiscalização e a inércia do Estado foram muito criticadas e o assunto ganhou ainda mais projecção mediática no início de 2018 quando um manto de espuma branca cobriu o rio na zona de Abrantes, levando finalmente o Ministério do Ambiente a tomar medidas concretas.
2017 foi também ano de eleições autárquicas, embora sem grandes obras para mostrar pelos candidatos no poder, porque os fundos comunitários do Portugal 2020 tardam a chegar. Dados a reter foram os das mudanças em Constância, onde o socialista Sérgio Oliveira destronou a comunista Júlia Amorim, e em Ourém, onde a coligação PSD/CDS, liderada por Luís Albuquerque, chegou ao poder, apeando os socialistas que tiveram como cabeça-de-lista Cília Seixo. A candidata foi uma solução de recurso após o tribunal impedir a recandidatura do presidente em funções, Paulo Fonseca, por estar insolvente.
De resto, não houve mudanças de presidentes nem de cores políticas na liderança dos 23 municípios da área de abrangência de O MIRANTE (Os 21 do distrito de Santarém e Azambuja e Vila Franca de Xira no norte do distrito de Lisboa), que são agora todos governados por maiorias absolutas. O PS, o partido com mais autarquias na região, continuou a liderar as comunidades intermunicipais do Médio Tejo e da Lezíria do Tejo.

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