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Antigos apartamentos da Cavalaria continuam sem compradores

Hasta pública promovida pela Câmara de Santarém ficou deserta

Edição de 01.03.2018 | Sociedade

Não surgiram novamente interessados na aquisição dos quatro blocos de apartamentos da antiga Escola Prática de Cavalaria (EPC) que a Câmara de Santarém levou a hasta pública na sexta-feira, 23 de Fevereiro, tendo a autarquia decidido voltar a baixa o preço dos imóveis em 30 por cento para tentar captar o interesse de eventuais compradores. Os quatro prédios, com oito apartamentos cada, foram levados à praça pelo preço por bloco de 375 mil euros, que foi agora reduzido para 262 mil euros.
Quem estiver interessado deve apresentar a sua proposta até dia 24 de Maio, em carta fechada, anunciou a autarquia. O programa de procedimentos está disponível para consulta e pedido de esclarecimentos na Divisão de Finanças do Município - Secção de Património, de segunda a sexta-feira, das 09h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30. Essa documentação também está acessível no Portal do Município, em www.cm-santarem.pt.
A Câmara de Santarém informa que caso surjam duas ou mais propostas para o mesmo imóvel, realiza-se nova hasta pública no dia 25 de Maio de 2018, pelas 10h00, no Salão Nobre dos Paços do Concelho.
Recorde-se que dois desses blocos de apartamentos, onde durante anos viveram oficiais da EPC até a unidade militar ser transferida para Abrantes, já tinham sido colocados à venda em Janeiro de 2017, não tendo aparecido interessados. Na altura, o valor base de licitação era de 536.320 euros cada um, segundo avaliação oficial. Como não surgiram interessados, a autarquia optou por ir reduzindo o valor dos imóveis em 30%, que está agora em cerca de metade desse montante inicial.
O objectivo do município é arrecadar receitas extraordinárias, mas as perspectivas não são risonhas para a autarquia tendo em conta o historial recente e também a degradação que atingiu esses imóveis, após terem ficado devolutos com a saída da EPC da cidade, há cerca de dez anos. A autarquia ainda chegou a perspectivar outros destinos para aqueles imóveis, designadamente para residência de estudantes ou para arrendamento, mas essas hipóteses estão para já descartadas.

Património ao abandono
Aquele património já se encontrava em bastante mau estado quando o município ficou na posse do bloco residencial em 2011. Altura em que se concretizou o negócio da compra da antiga Escola Prática de Cavalaria ao Ministério da Defesa. Ao longo destes anos de abandono, as antigas casas dos oficiais foram palco de episódios menos dignificantes. Quando ainda eram propriedade do Ministério da Defesa foram alvo de devassa e vandalismo. Para guardar as casas, a câmara, no tempo em que Moita Floresera presidente, decidiu colocar cães do canil municipal dentro dos blocos, o que provocou também alguns estragos. Os animais foram retirados quando O MIRANTE noticiou o caso. Mais tarde, uma empresa de construção que habitualmente trabalhava para a câmara chegou a usar os apartamentos para guardar equipamentos à revelia da autarquia.

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