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Autarca de Abrantes omitiu problemas em ETAR para não servirem de bode expiatório

Presidente da câmara temeu que imputassem ao município responsabilidades pelo grave episódio de poluição no Tejo registado em Janeiro.

Edição de 01.03.2018 | Sociedade

A presidente da Câmara de Abrantes, Maria do Céu Albuquerque (PS), disse na última sessão da assembleia municipal, realizada a 23 de Fevereiro, que “omitiu” haver um problema com a ETAR (Estação de Tratamento de Águas Residuais) da Fonte Quente, detectado por análises feitas após o grave episódio de poluição no Tejo observado em Abrantes no dia 24 de Janeiro.
A autarca disse que agiu assim para que a situação não servisse como “bode expiatório” num caso grave de poluição em que se tinha detectado a presença de celulose. Maria do Céu Albuquerque afirmou ainda que tinha sido informada pela Abrantáqua (empresa concessionária do saneamento básico no concelho) de que havia um problema na ETAR da Fonte Quente mas que não estava relacionado com a poluição do Tejo. “Se eu tivesse assumido que havia um problema Abrantes passava a ser o bode expiatório da poluição que mostrava indicadores claros da presença de celulose”, sublinhou.
A presidente explicou ainda que o Inspector Geral do Ambiente, Nuno Banza, afirmou publicamente na altura que não considerava esses incumprimentos da ETAR da Fonte Quente expressivos. Maria do Céu Albuquerque não foi contestada pelos deputados de qualquer bancada com assento na assembleia municipal. O PSD apresentou uma moção para a criação de uma comissão permanente especializada na promoção e protecção do rio Tejo.

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