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Técnico da Câmara de Benavente que é também vereador da oposição suspenso por 30 dias

Pedro Pereira foi alvo de um processo disciplinar e diz que vai recorrer da decisão. PS fala em “cabala” e “linchamento” do seu vereador.

Edição de 01.03.2018 | Sociedade

Pedro Simões Pereira, funcionário da Câmara de Benavente e vereador do Partido Socialista nessa autarquia, foi considerado culpado no processo disciplinar que lhe foi movido pelo seu chefe de divisão antes das eleições autárquicas e foi punido segunda-feira, 26 de Fevereiro, com 30 dias úteis de suspensão sem vencimento.
O autarca continua a garantir que não cometeu nenhuma das infracções que são descritas no processo e diz que vai recorrer da decisão para o Tribunal Administrativo e Fiscal de Leiria. O relatório final do processo esteve a ser discutido durante hora e meia em reunião privada na câmara. Foi aprovado com os votos favoráveis da maioria CDU que gere o município e os votos contra do PS e PSD.
Ricardo Oliveira, vereador do PSD, votou contra por considerar excessiva a sanção aplicada face aos factos que são imputados a Pedro Simões Pereira. Isto porque, no passado, já foram analisadas situações mais graves, incluindo agressões físicas entre trabalhadores, que mereceram a mesma sanção.
Pedro Pereira, contactado por
O MIRANTE, fala enquanto vereador, num processo “pobre, triste e lamentável” que coloca em causa, até, a liberdade de expressão. “Uma mera discussão em cima da hora de saída do trabalho, sem quaisquer injúrias. Queriam que fizesse em três minutos o que tenho três dias para fazer. Estou indignado e triste com isto”, confessa.
Entretanto o PS também reagiu à decisão considerando-a “severa” e “o maior atentado contra a liberdade de expressão”. O PS não deixa de notar que Vasco Feijão, técnico do município que foi testemunha de acusação neste processo disciplinar, é arguido num caso de corrupção e não foi suspenso de funções. “É uma cabala e um linchamento e vingança política à moda da Coreia do Norte”, acusa o PS em comunicado.
Na última reunião pública de câmara o presidente do município, Carlos Coutinho (CDU), voltou a assegurar a sua “total confiança” em Vasco Feijão, prometendo até “meter as mãos no fogo” por aquele responsável. Mas afiançou que, mediante as decisões que vierem a ser tomadas em tribunal, tomará decisões.
O processo disciplinar a Pedro Pereira foi instaurado na sequência de uma alegada troca de palavras “desagradável” e “provocatória” ocorrida em Julho, em plena campanha eleitoral, entre Pedro Pereira e o seu chefe de divisão, já perto da hora de saída do serviço. Ambos trabalham na divisão de obras particulares e planeamento urbanístico e desenvolvimento municipal.

Pedro Pereira processa chefe de divisão e presidente da câmara

A defesa de Pedro Simões Pereira já tinha solicitado uma certidão para efeitos de participação criminal junto do Ministério Público, no caso, contra o chefe de divisão em causa por denúncia caluniosa e também cópia do despacho do presidente do município, Carlos Coutinho (CDU), em que este ordena a instauração do processo disciplinar ao candidato, com vista à apresentação de queixa na justiça pela prática de um crime de coacção constrangedora de candidatura ou visando a sua desistência, como previsto no artigo 171º da lei orgânica 1/2001 de 14 de Agosto.

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