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Obras previstas para a estrada nacional entre Santarém e Alcanede sabem a pouco

Intervenção da Infraestruturas de Portugal na EN 362 fica-se pelo arranjo do pavimento e bermas. Câmara de Santarém queria também correcção do traçado, com eliminação de curvas, e construção de passeios em localidade mas não conseguiu fazer valer os seus argumentos.

Edição de 08.03.2018 | Política

Os apelos da Câmara de Santarém não foram ouvidos pelo Ministério das Obras Públicas e a projectada intervenção de requalificação da Estrada Nacional (EN) 362 entre Santarém e Alcanede vai ficar apenas pelo arranjo de pavimento e bermas, não contemplando a correcção do traçado com a eliminação de algumas curvas, nomeadamente no troço entre Tremês e Alcanede.
A informação foi dada pelo presidente do município, Ricardo Gonçalves (PSD), na reunião de câmara de segunda-feira, 5 de Março, após ter sido questionado pela vereadora Sofia Martinho (PS). O autarca reconheceu que não ficou satisfeito com os resultados da reunião recente que teve no Ministério das Obras Públicas sobre o assunto e onde foi acompanhado pelo vereador Jorge Rodrigues e pelo presidente da Junta de Alcanede, Manuel Vieira.
“O que lamentamos, e já o dissemos ao Governo, é que as empresas e os municípios estão a investir e é altura do Governo começar também a investir”, disse Ricardo Gonçalves, criticando a morosidade no arranque da empreitada. Adiantou que a empresa pública Infraestruturas de Portugal, que vai fazer a obra, também não aceitou a responsabilidade de construir passeios nas localidades servidas pela estrada: “Disseram-nos que se queremos passeios temos que ser nós a fazê-los”.
Sofia Martinho também criticou a decisão da Infraestruturas de Portugal, referindo que se a intervenção se resumir ao pavimento e bermas, então fica “muito aquém dos interesses das populações”. A vereadora socialista tinha ainda perguntado por que razão só tinha sido convidado para a reunião em Lisboa o presidente da Junta de Alcanede, ficando de fora os presidentes de junta das outras freguesias servidas pela estrada. O presidente respondeu que se deveu ao facto de ser a freguesia de Alcanede a mais afectada pelo problema das curvas.
Ricardo Gonçalves lamentou também mais uma vez que a freguesia de Alcanede e o norte do concelho, onde se encontra grande parte do tecido produtivo do concelho, não estejam servidos por uma via em condições e sugeriu que a Comissão Parlamentar de Economia visite essa zona para se aperceber da realidade no terreno e do valor acrescentado que a economia local representa para o concelho e para o país.

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