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Culpa morre solteira no episódio de poluição que matou patos em Alverca

Suspeita-se de descarga poluente mas as análises são inconclusivas

Edição de 08.03.2018 | Sociedade

As análises feitas aos patos que apareceram mortos na ribeira da Verdelha junto ao rio Tejo, em Alverca, há quase ano e meio, foram “inconclusivas”. A informação foi avançada a O MIRANTE por Maria de Fátima Antunes, vereadora da Câmara de Vila Franca de Xira que tem a seu cargo o pelouro de ambiente e sustentabilidade.
À margem da gala das Personalidades do Ano de O MIRANTE, que se realizou em Torres Novas, a autarca confirmou não existirem indícios suficientes nas análises realizadas que permitam confirmar que as aves – perto de meia centena – foram vítimas de poluição de uma fábrica da zona. Noutras áreas do país vários patos já foram afectados por surtos de botulismo mas não terá sido o caso da ribeira de Alverca.
Também na última sessão da Assembleia Municipal de Vila Franca de Xira, realizada precisamente em Alverca, a deputada do Partido Pessoas Animais e Natureza (PAN), Adélia Gominho, quis saber “desenvolvimentos conclusivos” sobre a situação. “Sabemos que houve investigação mas não houve dados conclusivos, até porque estamos perante esta realidade da poluição do Tejo e ela não aparece só no Tejo, chega lá pelas diferentes ribeiras que desaguam nele”, notou.
Fonte ligada ao caso já havia adiantado que o mais provável seria a culpa pelo sucedido vir a morrer solteira. Em causa podia um crime público de poluição mas se alguém o praticou não chegou a ver a justiça em acção. A dada altura chegou a suspeitar-se de uma conduta clandestina, não cadastrada nos serviços municipais, que foi encontrada no local mas as autoridades tiveram dificuldade em ligá-la a um potencial poluidor.
Na altura vários moradores alertaram a polícia para o que tinha acontecido. Actualmente já existem novas colónias de patos na zona e por isso a prioridade tem sido a sua salvaguarda. O caso foi registado pela polícia em Julho de 2016.

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