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Requalificação de terminal em Alverca coloca em risco quatro empregos
Fausto Rosa é dono da rulote e teme que as obras venham colocar em causa a viabilidade económica da empresa

Requalificação de terminal em Alverca coloca em risco quatro empregos

Em causa está a rulote de comidas e bebidas que ali se encontra. Presidente do município diz que a ideia é não prejudicar ninguém e promete encontrar uma solução.

Edição de 08.03.2018 | Sociedade

A requalificação que o município de Vila Franca de Xira vai realizar no terminal rodoferroviário de Alverca pode vir a colocar em causa quatro postos de trabalho e o empresário que ali tem uma rulote de venda de comida e bebida já veio pedir ajuda para que não se deixe o negócio morrer.
O ponto de venda encontra-se junto aos autocarros e é bastante frequentado, quer pelos alunos das escolas situadas nas proximidades como também pelos utilizadores dos comboios e autocarros. Dá hoje emprego a quatro pessoas e, ocasionalmente, a uma quinta pessoa. Fausto Rosa é dono do equipamento e paga à Junta de Alverca, mensalmente, 444 euros de ocupação do espaço público. Desde que ali se instalou, há mais de uma década, já pagou à junta mais de 55 mil euros.
“No tempo do executivo do Afonso Costa a minha empresa colmatava uma lacuna que existia naquela área, que era a falta de casas de banho públicas. Nós custeámos a construção dessas casas de banho, cedemos a água e a limpeza. Na sequência da requalificação do terminal rodoferroviário de Alverca a câmara está a pretender que nós retiremos a rulote do local, embora digam que poderemos voltar a recolocá-la. Mas a minha empresa não tem viabilidade económica para proceder à paragem da actividade comercial que isso implicaria e os custos são muito elevados para novamente recolocar a empresa no local”, lamentou Fausto Rosa.
O empresário pediu que “seja revista a situação de não movimentação e deslocalização da rulote” e que seja possível enquadrá-la na requalificação que vai ser feita.
O presidente do município, Alberto Mesquita (PS), garantiu que não pretende “o prejuízo de ninguém” mas antes o benefício de todos os utilizadores. “Havemos de encontrar uma solução que minimize o problema. Mas dificuldades vai haver, é uma obra com um investimento financeiro avultado e vai perturbá-lo a si, aos seus clientes e pessoas que estacionavam ali o carro e que durante um ano vão deixar de o poder fazer por causa das obras. Queremos encontrar soluções”, afiançou o autarca.
Mesquita diz que já deu instruções para que as obras decorram primeiro “longe da zona de influência” onde o empresário tem a rulote instalada e que essa seja a “última zona” a ser intervencionada. “Depois teremos de conversar e encontrar uma solução, com equilíbrio e bom senso. Tudo o que se diga a mais sobre isto não tem sentido”, assegurou.

Requalificação de terminal em Alverca coloca em risco quatro empregos

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