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Comunidades intermunicipais também vão ter Gabinetes Técnicos Florestais
Pedro Ribeiro, presidente da CIMLT, com o ministro da Agricultura, Capoulas Santos - foto DR

Comunidades intermunicipais também vão ter Gabinetes Técnicos Florestais

Contratos de financiamento dessas estruturas foram assinados em Santarém, na sede da Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo. Um engenheiro florestal irá coordenar à escala intermunicipal os Gabinetes Técnicos Florestais existentes em cada município.

Edição de 29.03.2018 | Sociedade

As 18 comunidades intermunicipais do país, entre as quais estão as da Lezíria do Tejo e do Médio Tejo, vão contar com gabinetes técnicos florestais visando a gestão da floresta “a uma escala plurimunicipal”. A assinatura dos contratos de financiamento dessas estruturas, constituídas ao abrigo do Fundo Florestal Permanente, decorreu em Santarém no Dia Internacional da Floresta, 21 de Março, com a presença do ministro da Agricultura, Capoulas Santos.
Para o presidente da Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo (CIMLT), Pedro Ribeiro, a criação destes gabinetes “é um passo importante na organização e na articulação entre municípios”. No entanto, o autarca refere que “no caso da Lezíria do Tejo em 11 câmaras já existem seis que estavam associadas em dois gabinetes intermunicipais”. O primeiro que junta os municípios de Almeirim, Alpiarça e Chamusca e o segundo que junta Benavente, Coruche e Salvaterra de Magos.
O ministro da Agricultura, Capoulas Santos, que presidiu à cerimónia na sede da CIMLT, considerou a constituição destas estruturas supramunicipais “mais um passo muito grande na implementação da reforma da floresta”.
“Não é possível fazer esta reforma de grande alcance e de longo prazo sem o envolvimento de muitos parceiros e, de entre esses, dos mais importantes são seguramente os municípios”, disse o ministro, congratulando-se por todas as CIM “terem aceitado o repto do Governo”, fazendo a assinatura simbólica dos contratos que prevêem o cofinanciamento, a partir do Fundo Florestal Permanente, da contratação de um engenheiro florestal que irá coordenar “à escala intermunicipal” os Gabinetes Técnicos Florestais existentes em cada município.
Capoulas Santos afirmou que a criação desta estrutura assume especial relevância num momento em que estão em fase de conclusão (até ao final do presente semestre) os Planos Regionais de Ordenamento Florestal, a partir dos quais os municípios passarão a integrar a componente florestal nos respectivos Planos Directores Municipais (PDM), passando a existir “regras de ordenamento da floresta à escala dos municípios e de forma integrada à escala intermunicipal”.
“É um passo de gigante que estamos a dar para disciplinar a floresta caótica que a história nos legou e sobre a qual pouco tem havido intervenção”, disse, sublinhando que a preocupação é “preparar o futuro numa lógica de médio e longo prazo”, já que o ordenamento e a gestão da floresta “serão os melhores contributos para a prevenção dos incêndios, muito mais do que muitos carros ou aviões de combate”, que deixarão de ser necessários se houver prevenção.

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