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Câmara de Abrantes reforça verba para o canil/gatil intermunicipal

Município vai garantir um valor de 8.400 euros mensais, o dobro do que estava em vigor.

Edição de 05.04.2018 | Sociedade

A Câmara de Abrantes aprovou a transferência anual de 8.400 euros para a ADACA – Associação de Defesa dos Animais do Concelho de Abrantes, entidade gestora do canil/gatil intermunicipal, localizado na Zona Industrial de Abrantes.
O reforço financeiro destinado à entidade gestora desse equipamento intermunicipal, que até agora era de metade desse valor, visa contribuir para suportar as despesas inerentes à entrada em vigor de nova legislação que regula situações de animais abandonados e para continuar a assegurar o seu funcionamento, no âmbito do protocolo celebrado em Abril de 2013 entre os Municípios de Abrantes, Constância, Sardoal e a ADACA.
O vereador Manuel Valamatos destacou o esforço e a dedicação da ADACA no trabalho que promove, baseado em práticas de voluntariado, representando “um importante contributo para a promoção do bem-estar e defesa dos direitos dos animais”. Chamou a atenção para o facto de nos últimos anos o número de animais abandonados ter vindo a aumentar, bem como a reprodução de cães e de gatos, obrigando a um esforço de meios e recursos humanos. Para além dos voluntários dinamizados pela ADACA há um profissional a tempo inteiro mas, segundo Manuel Valamatos, “é de todo insuficiente”.
O autarca informou também que o veterinário municipal, Pedro Godinho, se vai aposentar, tendo manifestado “um voto de agradecimento” pelo trabalho “muitas vezes invisível, mas excelente e ao mesmo tempo complexo” ao longo de vários anos ao serviço do município. Face a essa realidade, a Câmara de Abrantes vai lançar um procedimento concursal para contratação de um médico veterinário.
A nova legislação impõe um tempo mais alargado de permanência dos animais chegados ao canil/gatil, antes de poderem ser adoptados. Passou de 8 para 15 dias, aumentando todas as despesas associadas. No processo que antecipa a adopção dos animais, obriga também à colocação de sistema de identificação electrónica (chip), vacinação e esterilização, embora esse trabalho já fosse assumido pelas três autarquias e por um prestador de serviço externo mas obrigando a um maior esforço financeiro.

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