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Câmara de Tomar disponível para ajudar a pagar obras na igreja de São João Baptista

Edição de 05.04.2018 | Sociedade

A Câmara de Tomar está disponível para fazer um consórcio com a Fábrica Paroquial da Igreja para avançar com as obras necessárias e urgentes que a igreja de São João Baptista necessita. O templo, situado na Praça da República, no centro histórico da cidade, tem problemas de infiltrações e chove no seu interior. O assunto foi abordado em sessão camarária depois da vereadora Célia Bonet (PSD) ter questionado a presidente do executivo sobre o facto do município não ter feito uma candidatura a fundos comunitários para reabilitar a igreja.
“Sabemos que é a Direcção Geral do Património que deve proteger os seus espaços mas opta por investir apenas nos monumentos que dão lucro. No entanto, gostávamos de saber por que é que o município não optou por avançar com uma candidatura ao Portugal 2020”, questionou Célia Bonet.
Anabela Freitas recordou que através do Portugal 2020 foi negociado um conjunto de intervenções, que a administração central definiu como mapeamentos, e que as comunidades intermunicipais foram “obrigadas” a absorver esses mapeamentos. “Para a Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo [CIMT] foram destinados sete milhões de euros para obras no Convento de Cristo. Conseguimos renegociar e a CCDR Centro aceitou que desse valor cinco milhões fossem para o Convento de Cristo e os outros dois milhões para outras obras nos 13 concelhos da comunidade intermunicipal. A Câmara de Tomar incluiu o Aqueduto dos Pegões e a Sinagoga para serem alvo de obras”, explicou.
A presidente do município afirmou também que a CIMT já questionou a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Centro sobre a possibilidade de uma “nova redistribuição” desses fundos comunitários para se avançar com obras em outros edifícios históricos. “Se esta hipótese avançar vamos incluir a igreja de São João Baptista e a Capela de Santa Iria, esta última necessita de pintura e arranjos no altar. No caso da igreja de São João Baptista, a câmara municipal pode ser dona da obra, apesar de não ser dona do edifício”, referiu Anabela Freitas, sublinhando que a redistribuição dos cinco milhões de euros depende do Governo e das restantes entidades envolvidas.
O município informou que também está disponível para se juntar à Fábrica Paroquial da Igreja, dona do edifício, para que esta possa aceder ao IFRRU (Instrumento Financeiro para a Reabilitação e Revitalização Urbanas). A Igreja de São João Baptista foi construída no final do século XV e tem pinturas, no seu interior, datadas do século XVI. Foi classificada como Monumento Nacional em 1910.

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