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Ex-funcionário da Câmara de Santarém honra combatentes na Batalha de LaLys
António Carreira pretendia fazer a viagem numa autocaravana mas um acidente com a esposa e a morte do sogro impediram-no

Ex-funcionário da Câmara de Santarém honra combatentes na Batalha de LaLys

António Carreira entrega placa que homenageia os combatentes do concelho

Edição de 05.04.2018 | Sociedade

António Carreira, 65 anos, escalabitano de gema, pretendia transportar para Bélgica uma placa que assinala a participação de combatentes do concelho de Santarém na Batalha de LaLys, mas teve de a mandar por uma transportadora. Neto de um combatente, António pretendia fazer a viagem numa autocaravana e entregar a placa em mão nas comemorações dos 100 anos da batalha, mas um acidente com a esposa e a morte do sogro impossibilitaram-no. Na placa, que a Câmara de Santarém mandou fazer, está inscrito: “O Município de Santarém, em Portugal, honra todos os seus filhos que aqui derramaram sangue e lágrimas, na defesa destas terras, em 9 de Abril de 1918, numa homenagem a todos os combatentes portugueses”.
A cerimónia decorre no dia 9 de Abril e António Carreira era o representante do município, depois de se ter oferecido para assinalar a data até como forma de homenagear o seu avô. A ideia surgiu no ano passado e o presidente da câmara, Ricardo Gonçalves, desde logo se disponibilizou para colaborar. Além da placa, feita em Alcanede, António faz ainda questão de levar uma garrafa de vinho produzida em Alcanhões para oferecer ao presidente do município Belga onde for colocado a placa. A viagem vai ser por conta do munícipe escalabitano e a placa, que custou 500 euros, foi paga pela Câmara de Santarém.
“Não sei ainda bem onde a placa vai ser colocada, mas tenho a garantia que vai ser aplicado num dos municípios localizados na linha onde os portugueses estiveram a combater”, garante. Para assegurar que a placa serviria o seu propósito, António Carreira decidiu contactar algumas associações em França. Encontrou uma associação que tem por objectivo recuperar a memória dos portugueses naquela zona, denominada L´Alloeu Terre de Batailles, sendo o seu presidente e fundador Bertrand Le Conte, com quem António tem mantido contacto.
A Batalha de Lalys, como ficou conhecida pelos portugueses, decorreu a 9 de Abril de 1918, no vale da ribeira de Lalys, na região de Flandres, na Bélgica, e marcou pela negativa a participação dos portugueses na Primeira Guerra Mundial. Uma vez que os portugueses foram facilmente derrotados pelo exército alemão. A frente de batalha estendia-se ao longo de 55 quilómetros e estava situada entre Gravelle e Armentiéres. Cerca de vinte mil portugueses estiveram nesta frente de batalha, juntamente com britânicos, ocupando um sector de 12 quilómetros. Na frente portuguesa houve mais de seis mil baixas e foram feitos mais de seis mil prisioneiros.
O avô de António Guerreiro ocupava o lugar de segundo sargento, por ser um dos poucos a saber ler e escrever. Morreu quando António tinha 12 anos de idade devido a problemas respiratórios, alegadamente contraídos na guerra por causa de químicos que eram usados como arma.

Ex-funcionário da Câmara de Santarém honra combatentes na Batalha de LaLys

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