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Festival de Letras de Santarém quer ser um certame diferente
Festival foi apresentado no edifício dos paços do concelho de Santarém

Festival de Letras de Santarém quer ser um certame diferente

Tendo o livro como denominador comum o festival tem várias iniciativas desde o teatro à música

Edição de 05.04.2018 | Sociedade

Uma tenda onde são projectados filmes ligados à ciência (espaço Spotimm), uma ludoteca, apresentação de livros, conferências, música, teatro, marionetas, zumba, yoga, workshops, visitas guiadas e mesas redondas. Estes são alguns dos atractivos do primeiro Festival de Letras de Santarém, que irá decorrer de 21 a 29 de Abril, na Casa do Campino. Uma iniciativa que pretende juntar “sinergias locais com o livro, como denominador comum”.
Apresentado na quarta-feira, 28 de Março, o Festival de Letras de Santarém (FLSantarém), promovido pelo Serviço de Bibliotecas, Arquivo e Património Cultural da Câmara de Santarém, tem como principais parceiros o Instituto Politécnico de Santarém, através das escolas superiores de Educação e de Desporto, os quatro agrupamentos escolares e as duas escolas profissionais do concelho.
A vereadora da Cultura e da Educação, Inês Barroso, destacou o carácter “diferenciador e inovador” do projecto, referindo que, embora se dirija a todos os públicos, o festival é vocacionado para um público mais jovem. Nesse sentido foi preparado um conjunto de actividades em todas as manhãs dos dias úteis em que decorre o evento. António Matias, técnico do município, destacou a preocupação em criar “algo diferente” de uma tradicional feira do livro e revelou a “surpresa” que foi tomar contacto com a quantidade de projectos em curso no concelho, principalmente na Escola Superior de Educação de Santarém (ESES), e que vão estar presentes no festival.
O espaço da Casa do Campino vai acolher mais de uma dezena de editoras e uma exposição da Biblioteca Nacional de Portugal sobre Prémios Nobel da Literatura. Os claustros vão ser preenchidos com três espaços para eventos, nomeadamente, um auditório para espectáculos, conferências e mesas redondas, uma ludoteca dinamizada pela ESES e o Spotimm. Já a cafetaria da Casa do Campino será explorada durante o evento pelas Instituições Particulares de Solidariedade Social do concelho.
Todos os dias, pelas 18h30, decorre a “hora do escritor”, com a apresentação de livros ou de projectos como “Autores digitais” da ESES, no dia 27, pelas 18h30. Todos os dias às 21h30 há espectáculos de música e teatro. Algumas iniciativas vão decorrer nas ruas do centro histórico da cidade, como o “baú de livros” no dia 23, entre as 10h30 e as 13h00, ou nas instalações da ESES, como o workshop sobre “criatividade em ambientes educativos”, no dia 24, pelas 16h00.
Estão programadas visitas guiadas temáticas à cidade, inspiradas no livro “Viagens na Minha Terra”, de Almeida Garrett. As visitas decorrem no dia 26, pelas 10h00 e 14h00, no dia 27, pelas 14h00, e no dia 28, pelas 15h00.
A apresentação de um projecto internacional que envolve professores e alunos da ESES, decorrer no dia 23, pelas 15h00. O projecto visa promover a inclusão social e a empregabilidade dos cidadãos europeus com síndrome de Down, através do turismo e das competências eletrónicas. Vai ainda ser feito o relançamento no dia 24, pelas 18h30, do livro que resultou do projecto “Incluir”, promovido pelo Serviço de Psiquiatria e Doença Mental do Hospital Distrital de Santarém.
O festival vai coincidir com a realização de outros dois eventos na cidade, as comemorações do 25 de Abril e o Scalabis Night Race, articulando-se com eles e esperando beneficiar da presença dos milhares de participantes nesta corrida noturna.

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