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Santarém “marca agenda” com recriação da época e quer acolher 50 anos do 25 de Abril
Programa das comemorações do 25 Abril começou com um tributo a Salgueiro Maia

Santarém “marca agenda” com recriação da época e quer acolher 50 anos do 25 de Abril

Comemorações da Revolução dos Cravos estendem-se por todo o mês com diversas iniciativas

Edição de 05.04.2018 | Sociedade

Santarém quer acolher, em 2024, as comemorações oficiais dos 50 anos da Revolução de Abril e, até lá, “marcar a agenda” com um grande espectáculo de recriação da época, que este ano “recuperará os 13 anos da guerra colonial”.
O programa das comemorações do 25 de Abril, apresentado pela associação cultural Comemorações Populares do 25 de Abril de Santarém e pelo município, começou na terça-feira, 3 de Abril, com um tributo a Salgueiro Maia e tem o seu ponto alto na noite de dia 24 de Abril, com o espectáculo “61-Abril-74 – Da Guerra à Liberdade”, uma produção multidisciplinar que envolve mais de 150 participantes.
Tiago Fernandes, que produz o espectáculo juntamente com Carlos Oliveira, disse que pela Parada Chaimite da antiga Escola Prática de Cavalaria (EPC) passarão cerca de 120 pessoas – entre actores, músicos, bailarinos, declamadores de poesia –, em 15 cenas que retratam “vários acontecimentos históricos e sociais” do período entre o início da guerra colonial, em 1961, até à saída das tropas dos quartéis na noite de 24 de Abril de 1974, em particular da coluna liderada pelo então capitão Salgueiro Maia que partiu da EPC, em Santarém.
Este espaço, que terá um palco elevado e mil lugares sentados, poderá receber até 8.500 pessoas, disse, tendo a vereadora com o pelouro da Cultura, Inês Barroso, sublinhado a aposta em atrair à cidade visitantes de todo o país. Já Jorge Rodrigues, vereador com o pelouro do Património, afirmou que Santarém tem a decorrer uma candidatura para acolher as comemorações dos 50 anos do 25 de Abril, em 2024, querendo, até lá, celebrar a data “em crescendo”.
O programa, que conta com um financiamento municipal de 35.000 euros, inclui ainda espectáculos, como o comemorativo dos 50 anos de percurso de Francisco Fanhais, no dia 7, no Convento de S. Francisco, com as participações de João Afonso, de Rui Pato e do Coro do CCS, numa organização da Associação José Afonso – AJA Santarém, e ainda o promovido pelos agentes culturais do concelho, em parceria com as juntas de freguesia, “Abrilarte”, no dia 14.
Duas exposições cedidas pelo Museu do Neorealismo – uma sobre Alves Redol e outra sobre Manuel da Fonseca – vão estar patentes, de 12 a 28 de Abril, no Fórum Actor Mário Viegas, do Centro Cultural Regional de Santarém, espaço que vai ainda acolher a apresentação do livro “Mulheres da Clandestinidade”, pela autora, Vanessa de Almeida, e por Manuela Bernardino, e a palestra “Vamos falar sobre prostituição”, por Sandra Benfica, do Movimento Democrático de Mulheres.
No dia 25, além da cerimónia evocativa da data, no Jardim dos Cravos, realizam-se actividades desportivas e de animação infantil, um “almoço festivo” no antigo refeitório da ex-EPC, convívio e Encontro de Coros na Igreja da Graça, sendo ainda reposto o Mural do 25 de Abril, datado da década de 1970, restaurado por um dos artistas envolvidos na pintura original, César Pires, e por um seu antigo aluno, Francisco Camilo.

Santarém “marca agenda” com recriação da época e quer acolher 50 anos do 25 de Abril

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