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Semana Santa do Sardoal deve ser vista como produto turístico
Presidente do Turismo do Centro com o filho e o presidente da câmara nas ruas do Sardoal

Semana Santa do Sardoal deve ser vista como produto turístico

Presidente do Turismo do Centro empenhado em promover este património cultural

Edição de 05.04.2018 | Sociedade

O presidente do Turismo do Centro considera que a Semana Santa do Sardoal e toda a riqueza associada à componente cultural é cada vez mais importante para “o turismo que queremos”. “Somos cada vez mais procurados pelo turismo cultural, patrimonial, que não termina na oferta religiosa nem apenas na Páscoa e que pode ser apreciado ao longo de todo o ano”, sublinhou Pedro Machado na abertura das festividades pascais, na quinta-feira, 29 de Março.
Pedro Machado, acompanhado pelo presidente do município, Miguel Borges, visitou as igrejas e capelas adornadas com tapetes de flores e plantas naturais. O presidente do Turismo do Centro adiantou que vai promover este património que está associado à época pascal por ter procura turística. Miguel Borges acredita que uma das grandes apostas para o futuro do concelho passa pelo turismo religioso e de natureza, considerando as celebrações da Semana Santa como uma boa forma de divulgar o que o concelho tem de melhor.
A visita aos tapetes de flores começou pela Igreja da Misericórdia, do século XVI, representativa da arquitectura Renascentista na região. Seguiu-se a Igreja Matriz da Paróquia de São Tiago e São Mateus, a Capela do Espírito Santo, Capela da Nossa Senhora do Carmo, Capela de Santa Catarina, que tal como a de Sant’Ana foram capelas particulares de famílias que as doaram à paróquia de Sardoal. O presidente do Turismo do Centro reconheceu que nestes templos “há tesouros que estão ainda muito escondidos e que é preciso conhecer para poder divulgar e promover”.
Há uma teoria sobre a criação dos tapetes de flores que resultam da criatividade e das mãos habilidosas de muitos populares. João Sousa, técnico de conservação e restauro da Câmara de Sardoal, explica que em 1303, aquando de uma visita da Rainha Santa Isabel a Sardoal, na pobreza e sem tapetes persas para receber condignamente a rainha consorte de Portugal, fizeram-se tapetes de flores relacionados com símbolos pascais e religiosos.

Uma fonte inesgotável de simpatia e curiosidade

Na primeira fila dos convidados da Câmara do Sardoal para a visita guiada às capelas e igrejas, enfeitadas com tapetes de flores, atento às explicações que vão sendo dadas por João de Sousa, técnico de conservação e restauro, está quase sempre Rafael Machado, de 11 anos, conhecido pelo diminutivo Rafa, que se revela ser uma fonte inesgotável de curiosidade.
“Como conseguiram fazer aquela cor?”, pergunta o jovem, perante uma imagem de uma Nossa Senhora, suscitando um esclarecimento preciso do técnico. Depois de ouvida aquela e outras explicações, o filho do presidente da Entidade Regional de Turismo do Centro, Pedro Machado, confidencia à jornalista de O MIRANTE. “Antes, quando ia com o meu pai a algum lado, via tudo como uma grande ‘seca’ mas agora tenho uma perspectiva diferente e encaro tudo como uma oportunidade de aprender mais”.
Na rua as perguntas de Rafa não param. Junto à montra de uma loja quer saber o que significa o letreiro trespassa-se. E pergunta à jornalista porque escolheu aquela profissão e se era aquilo que queria ser quando ela era criança. E quer saber quais eram as suas brincadeiras preferidas.
O jovem estudante da escola Eugénio de Castro, em Coimbra, fala com toda a gente e dá explicações sobre si quando lhe são solicitadas. “Esforço-me por ter boas notas mas só ando no 5º ano. Gosto muito de história e estou a adorar esta visita. Vim com o meu pai porque estou de férias. Gostava de poder andar com ele mais vezes”, explica.
É simpático, vivo, educado, prestável. A certa altura, numa zona íngreme, quando vê a jornalista mais cansada, oferece-lhe ajuda. “Apoia-te no meu braço para não caíres. É melhor assim porque se caíres eu não consigo levantar-te”, diz. E um pouco mais à frente, já a caminho do Centro Cultural Gil Vicente, onde seriam servidas algumas especialidades da terra, faz um convite. “Vens comigo atacar o lanche?” E lá fomos. Ele, alegre e super feliz, e a jornalista muito menos pessimista relativamente ao futuro do país e da Humanidade. Muito obrigada, Rafa!!!

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